sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

GAYS são agredidos por homofóbicos na Paulista

Trê jovens foram agredidos hoje na Av. Paulista, São Paulo, por um grupo de cinco jovens homofóbicos. A primeira agressão aconteceu na proximidade da Estação Brigadeiro do Metrô, a segunda próximo ao número 700 da avenida.
No primeiro ataque aos gritos de: "Suas bichas, vocês são namorados. Vocês estão juntos", o grupo atacou o jovem identificado como Rodrigo, fótografo de 20 anos, que estava na companhia de um amigo de 19. "Eles pareciam totalmente inofensivos. São boyzinhos mesmo. Eles usavam roupas de marca. Quando passavam pela gente, um deles me deu um soco no rosto", disse Rodrigo que, ao ser agredido correu para se proteger, mas infelizmente seu amigo não teve a mesma sorte e foi parar no hospital. "Quando liguei no celular dele, uma mulher atendeu dizendo que ele estava totalmente ensanguentado", contou o Rodrigo.
Os homofóbicos continuaram em sua jornada de ódio e com lâmpadas fluorescentes, atacaram Luis Alberto de 23 anos, estudante de jornalismo.  "Quando passaram pela gente, vimos que um deles levava duas lâmpadas grandes nas mãos. Ele me chamou. Quando virei, ele já me atacou no rosto com a lâmpada. Em seguida, usou a outra lâmpada. Se não tivesse reagido, teria apanhado menos, mas eu não me arrependo", contou Luis. Como estavam em maior número, os cinco marginais imobilizaram Luis e continuaram a bater. "Me deram uma chave de braço e continuaram a bater", disse.
Uma testemunha do ataque chamou a polícia e os bandidos foram conduzidos ao 5º DP, na Aclimação. O grupo de homofóbicos é formado por quatro menores de idade e um rapaz de 19 anos que estudam juntos em um colégio do Itaim Bibi, bairro nobre da região oeste de São Paulo. A mãe de um deles afirmou que o filho apenas teve uma "atitude infantil".
Essa notícia e tão revoltante quanto desanimadora, fica inclusive difícil escrever alguma coisa em relação a isso. São tantas coisas envolvidas nessa atitude absurda, que nem sei por onde começar. Óbvio que as agressões são absurdas e odiosas, mas tem também a atitude dessa mãe, que classifica esse ato de barbárie como "apenas uma atitude infaltil", será que se fosse o contrário ela continuaria com essa opinião? Todos sabemos a resposta.
Esses imbecis de classe média, estudam em um bom colégio e tem assesso a informação, portanto, sabem muito bem o que estão fazendo. Fica claro, diante da declaração da mãe, que tipo de formação moral esses marginais tem.
Quanto aos jovens agredidos, o que de mal eles estavam fazendo? O que de tão grave eles faziam para merecer todo esse ódio? A resposta é óbvia, eram, ou foram identificados como, gays. Ser homossexual, para os homofóbicos, é motivo mais que suficiente para a agressão. Agressão essa que é respaldada e validada, não só pela declaração da mãe, mas por toda a sociedade, principalmente as instituições religiosas e o governo que não tomam as atitudes necessárias e cabíveis para que isso não ocorra mais.
Esse fato está sendo noticiado em vários veículos de informação, mas o grande problema é que muitos outros fatos como, ou piores que esse, acontecem a todo o momento em todo o Brasil, pior, sem que tomemos conhecimento. Mas se há nesses casos a diferença de local e classes sociais, existe a semelhança do "modus operandi". Além da motivação clara de ódio, há a grande covardia dos homofóbicos. Duvido que esse jovens agressores teriam a coragem de atacar um grupo de homossexuais em maior número. Esses idiotas sempre se valem da vantagem numérica e da impunidade, ou alguém realmente imagina que eles serão devidamente punidos?Divulgar é uma ótima arma contra o preconceito

Sou feliz, meu filho é gay

Sou mãe de três rapazes jovens, saudáveis, inteligentes, dois são heterossexuais e um deles é homossexual.


Todos foram criados e educados com muito carinho e amor e de maneira semelhantes, claro que tivemos vários problemas mas conseguimos juntos superá-los. Sempre fui uma mãe super protetora, atenta a tudo, querendo participar da vida de meus filhos e muitas vezes até sendo até inconveniente confesso.


Em 2005, fui surpreendida com a afirmação de meu filho de 16 anos: “mãe, sou gay!”, mesmo tendo sido uma mãe presente e atenta, não notei essa situação, e ao saber levei um choque, chorei, sofri, rezei, fomos ao psicólogo, acreditei ser passageiro, mas também resolvi: quero entender, estudar, saber tudo sobre essa situação. Li muito, pesquisei, entrei em um grupo de ajuda para mães de homossexuais. E, na época, meu filho gay foi minha prioridade. Não conseguia entender o que se passava com ele. Mas, aos poucos, quase que como milagre, entendi que ele não tinha opção.


A orientação sexual não é uma questão de livre arbítrio. É natural e espontânea, se não fosse daria para mudar... Se ele pudesse, tenho certeza, não escolheria ter essa confusão toda.


Tendo conhecimento disso, consegui compreender, aceitar e amar meu filho como ele é:
uma pessoa maravilhosa, como tantos jovens por ai que se encontram com esse mesmo “problema”.


Também resolvi ver ‘in loco’ os ambientes que ele freqüentava. Parti para a luta, isso é, conheci seus amigos e namorados. Gente normal, como todos nós, e muito mais sensíveis, compreensivas e muito carentes de amor e compreensão. Isso me sensibilizou muito, e compreendi que se os pais dessas pessoas os acompanhassem e vissem que na maioria das vezes eles estão realmente sós. Se divertindo sadiamente, dançando, conversando e até namorando em bares, boates, onde são aceitos sem restrições, sem recriminações, onde se sentem iguais. E lá me senti acolhida, até amada, e me olhavam com admiração, “nossa uma mãe na balada gay e com o filho”, “como gostaria que a minha viesse, que me acompanhasse, que me entendesse” e por ai afora. O ouvi muitas indagações e afirmações de meninos e meninas tão normais e ao mesmo tempo tão discriminadas e tristes, sem terem a quem recorrer.


Desse momento em diante, não mais diferenciei os cuidados com meus três filhos, agora, os vejo todos iguais. Aconselho a todos que se protejam, se cuidem usando camisinha em seus relacionamentos, os aceito com suas namoradas e namorado em minha casa, sempre mantendo o devido respeito. Acredito que essa atitude, de conhecer seus amigos e de aceitá-los em casa, faz com que eu fique mais tranqüila e que todos me respeitem, me escutem, dividam comigo seus problemas e alegrias e me amem cada vez mais. Porque o que interessa para nós, mães, é que nossos filhos sejam felizes. E eu posso afirmar, sou mais feliz depois que soube que meu filho é gay.

Meu filho é gay: e agora?


É verdade: nenhum pai sonha em ter um filho homossexual. Mas também é verdade que filho não veio ao mundo para realizar os sonhos dos pais. Portanto, aceitar e aprender a lidar com a situação é a melhor – e única – maneira de manter uma boa relação com ele. E o que muitos pais esquecem é que, com a descoberta da homossexualidade, a angústia do filho é gigantesca e avassaladora. E ele precisa de ajuda. Claudio Picazio, psicólogo especializado em sexologia, sabe que não é fácil, mas afirma que é preciso mudar a maneira de pensar. “Antes de ter um filho, o casal projeta uma história, imagina um destino para esse filho. E nunca se leva em conta que ele possa ser gay, mas pode”, diz o psicólogo. “Eles têm a fantasia de que se tiverem uma filha, ela será uma santa; se tiverem um filho, ele será o garanhão. E nem sempre é assim”. Os pais erraram?
Não. É comum os pais se perguntarem, logo quando descobrem a sexualidade do filho, “onde foi que eu errei?”. Um engano. “Os pais não determinam a sexualidade do filho. O que eles determinam é como seus filhos vão levar sua vida amorosa”, explica Claudio, que aconselha a instruir os filhos a terem bom caráter, seja lá com quem irão se relacionar. Só se usa a palavra opção quando há uma chance de escolha. E não é o caso. “Se eu gosto de quindim e brigadeiro, e só posso comprar um deles, eu tenho que fazer uma opção: escolher um doce. Se as alternativas são lasanha e dobradinha, para mim, que odeio dobradinha, não há opção. Pois eu só gosto de um dos pratos”, associa o psicólogo. “A pessoa não escolhe. E não há explicação para o desejo erótico”. E aquela teoria de que o certo é o homem se atrair por uma mulher, por uma questão de reprodução, é uma besteira. “Nenhum homem olha uma gostosa na rua e diz: ‘quero ter um filho com ela’, certo?”. Novos sonhos Se seu sonho era que seu filho casasse com uma mulher e lhe desse netos, aceite, eles não serão realizados. E você não pode cobrar isso. “O pai terá que readaptar seus sonhos. E perceber que não importa com quem ele se relaciona. Deve amar seus filhos de qualquer jeito, independentemente se ele é heterossexual ou não”, defende Claudio. Claudio Picazio se recorda de uma atitude que ele considera perfeita, vinda de pais que têm um filho gay: “Em 25 anos de profissão, só vi um caso realmente saudável nessa situação: os pais perceberam que o filho era gay e vieram me procurar para livrar-se do preconceito que eles tinham”. Por isso, se for seu caso, procure enxergar as coisas de uma outra maneira. “São os pais que devem consolar o filho. E não ao contrário. Eles precisam dar suporte a esse filho que está vivendo a angústia de descobrir que é homossexual. E não esperar que os filhos lhe amparem. Essa obrigação é dos pais”, afirma. Vença seus preconceitos
Dizer que o filho gay é aquele que foi mimado pela mãe ou teve o pai ausente é outro erro. “Isso é uma bobagem. O que costuma acontecer é exatamente o oposto: Eles descobrem que o filho é gay. O pai, que não se identifica, se afasta. A mãe, para tentar compensar, superprotege. E daí surgiu esse mito”, esclarece Claudio. Não tocar no assunto é outra postura comum. “Os homens, principalmente, não falam sobre o assunto. Não querem trazer à tona que o filho é homossexual. E isso é muito ruim para as relações familiares”, diz o psicólogo, que desmascara uma forma de fuga: “Não adianta dar a desculpa de que respeita a individualidade do filho e por isso não mexe no assunto. Isso é mentira. Encare a situação!”, aconselha. Ser homossexual não exige tratamento. Mas ser preconceituoso, sim. “É preciso tratar o preconceito. Os pais têm que segurar a barra do filho, por isso, para facilitar a aceitação, eu aconselho que eles procurem um terapeuta especializado em sexualidade”, indica. Aconteceu comigo
Luciano prefere não revelar o nome para preservar o filho. Mas diz com toda certeza que não tem problema nenhum com isso. “Meu medo é que meu filho sofra na rua, com a violência que existe por aí, inclusive contra homossexuais”, conta ele, que tem 53 anos. “Se eu disser que fiquei feliz quando soube, estaria mentindo. Não era o que eu queria para o meu filho. Minha primeira providência foi conversar com a mãe dele, que já sabia”. Foi difícil, ainda mais porque já eram separados. Mas ela tinha a cabeça muito mais aberta do que a minha na época e me fez enxergar que meu filho não deixou de ser a mesma pessoa que eu tanto amo e nada ia mudar”, conta ele. “Já conheci um namorado dele e foi estranho. Mas é lógico que eles me respeitam e não fazem nada na minha frente. Mas, se você parar para pensar, seria estranho do mesmo jeito se eu visse a minha filha, que é heterossexual, se agarrando com um rapaz na minha frente”. Julio* não teve a mesma sorte com seu pai, que pediu a ele que saísse de casa. “Meu pai falou aquela velha frase que todo ignorante fala: que prefere filho morto a filho gay. Tenho 27 anos, sou independente e ajudo meus pais financeiramente. Claro que seu eu me formei foi graças a eles. Eu reconheço isso. Mas se eles precisarem um dia morar comigo, não vou abrir as portas”, diz. “Foram eles que me expulsaram, pois não queriam conviver com um gay, não é?. Então, se um dia precisarem, terão que assumir a consequência da postura que tiveram no passado. Não dá para aceitar que eles passem a fingir que me aceitam só para ter o que precisam”.

* O nome foi alterado a pedido do entrevistado

Ricky Martin não vai se casar até que o casamento gay seja legal em Porto Rico

Ricky Martin não pensa em se casar com o namorado. Pelo menos não enquanto o casamento gay for ilegal em Porto Rico.
Em entrevista ao site "Pop Crunch", o cantor descartou oficializar a união de três anos em outros países.
"Infelizmente, não temos a opção do casamento em nosso país. Poderíamos ir para a Espanha ou Argentina, e fazer alguma coisa simbólica e bonita, mas não é o que eu quero. Quero ter os direitos que qualquer cidadão em meu país tem. Não quero ser um cidadão de segunda classe. Queria que isso acontecesse na ilha onde eu nasci e onde eu morrerei", disse Martin.
Homofobia

A homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Jovem gay é assassinado por skinheads em São Gonçalo




Na madrugada de domingo para segunda-feira (21/06), o adolescente gay Alexandre Ivo, 14, foi sequestrado por um grupo de jovens enquanto esperava o ônibus. A vítima foi espancada, torturada e asfixiada até a morte, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML). O crime aconteceu em São Gonçalo (RJ) e pode ter sido motivado por homofobia.

Alexandre havia saído no domingo para assistir ao jogo do Brasil na casa de um amigo, onde ele e os colegas se envolveram em uma briga. A vítima e seus amigos deram queixa na delegacia e depois voltaram para a festa. Às 2h30, Alexandre resolveu voltar para a casa. Enquanto esperava o ônibus, o garoto foi sequestrado, assassinado e seu corpo jogado em um terreno baldio.

O delegado Geraldo Assed, da 72ª DE (Mutuá), que está cuidando do caso, disse suspeitar que o crime tenha sido praticado por skinheads e motivado por intolerância. Graças a denúncias anônimas, três suspeitos foram identificados como possíveis assassinos do jovem.

Telefonemas anônimos informaram que um Corsa branco de placa KQH 4119, que é de um dos suspeitos, rondava o local onde o corpo de Alexandre foi encontrado. Segundo o delegado, eles descobriram que os suspeitos pregam o ódio contra homossexuais nas redes sociais.

A Justiça decretou a prisão dos suspeitos na última quarta-feira (23/06). São eles: Eric Boa Hora Bedruim, Alan Siqueira Freitas e André Luiz Cruz Souza, todos os rapazes com 23 anos de idade. Os três suspeitos estão sendo acusados de praticar homicídio duplamente qualificado por motivo torpe.

Manifestação
Amigos e familiares irão realizar neste domingo (27/06) um protesto por conta do assassinato de Alexandre. O ato será realizado na Praça Zé Garoto, onde será realizada a Parada Gay de São Gonçalo. Os organizadores pedem para que todos os participantes compareçam vestindo roupa preta. O ato está marcado para as 15h.

Veja a seguir a reportagem exibida na última quarta-feira (23/06) no "RJTV" sobre o assassinato.