quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Marcha faz protesto contra agressões em SPUm protesto contra as agressões homofóbicas que ocorreram nas últimas semanas em São Paulo foi realizado neste domingo (12/12), na região da avenida Paulista. Na alameda Campinas, um grupo de cerca de 200 pessoas, segundo informações dos organizadores da manifestação, fizeram um “beijaço” e, em seguida, em marcha, caminharam até a avenida Paulista, no local onde um jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente, no dia 14. Segundo a Polícia Militar, havia menos participantes, perto de 50 De acordo com Camilo Hernandez, um dos organizadores e integrante do grupo Ato Anti-Homofobia, a manifestação teve como objetivo protestar contra as agressões, o preconceito e pedir a aprovação do Projeto de Lei Complementar que criminaliza a homofobia. A manifestação foi organizada pela internet. Panfletos sobre o ato também foram distribuídos na véspera. “É triste e preocupante constatar que, apesar da recente comoção social contra os últimos violentos ataques homofóbicos, as agressões continuam em todos os níveis”, diz nota distribuída durante a manifestação. As duas principais metas das ações do grupo, segundo André Bocuzzi, são buscar a aprovação do casamento civil entre gays e a criminalização da homofobia, prevista em um projeto de lei, cujo andamento, conforme afirmou, está parado em uma comissão do Senado. Quanto ao beijaço, a intenção, de acordo com Bocuzzi, foi banalizar o beijo gay. “As pessoas precisam se acostumar, perceber que é uma coisa normal. A gente não quer uma ditadura gay, nós só queremos proteção. Queremos chamar a atenção para essa onda homofóbica”, disse. Na página do grupo na internet, há cerca de 900 membros. O grupo disse que planeja novas manifestações. No dia 25 de janeiro, quando é comemorado o aniversário da capital paulista, um ato maior, organizado por outros grupos, deverá ocorrer. Os detalhes ainda não foram divulgados.

Um protesto contra as agressões homofóbicas que ocorreram nas últimas semanas em São Paulo foi realizado neste domingo (12/12), na região da avenida Paulista. Na alameda Campinas, um grupo de cerca de 200 pessoas, segundo informações dos organizadores da manifestação, fizeram um “beijaço” e, em seguida, em marcha, caminharam até a avenida Paulista, no local onde um jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente, no dia 14. Segundo a Polícia Militar, havia menos participantes, perto de 50
De acordo com Camilo Hernandez, um dos organizadores e integrante do grupo Ato Anti-Homofobia, a manifestação teve como objetivo protestar contra as agressões, o preconceito e pedir a aprovação do Projeto de Lei Complementar que criminaliza a homofobia. A manifestação foi organizada pela internet. Panfletos sobre o ato também foram distribuídos na véspera.
“É triste e preocupante constatar que, apesar da recente comoção social contra os últimos violentos ataques homofóbicos, as agressões continuam em todos os níveis”, diz nota distribuída durante a manifestação.
As duas principais metas das ações do grupo, segundo André Bocuzzi, são buscar a aprovação do casamento civil entre gays e a criminalização da homofobia, prevista em um projeto de lei, cujo andamento, conforme afirmou, está parado em uma comissão do Senado.
Quanto ao beijaço, a intenção, de acordo com Bocuzzi, foi banalizar o beijo gay. “As pessoas precisam se acostumar, perceber que é uma coisa normal. A gente não quer uma ditadura gay, nós  só queremos proteção. Queremos chamar a atenção para essa onda homofóbica”, disse.
Na página do grupo na internet, há cerca de 900 membros. O grupo disse que planeja novas manifestações. No dia 25 de janeiro, quando é comemorado o aniversário da capital paulista, um ato maior, organizado por outros grupos, deverá ocorrer. Os detalhes ainda não foram divulgados.

Pesquisas mostram aumento da violência contra homossexuais

Agressões causadas por homofobia, como as ocorridas em São Paulo e no Rio de Janeiro nas últimas semanas, estão longe de constituir casos isolados.

Algumas pesquisas registram mais de 200 assassinatos de homossexuais por ano no País.

Somados todos os tipos de agressão somente no Rio de Janeiro, de junho do ano passado até agora, já foram registradas 776 ocorrências.

De acordo com o superintendente de Direitos Individuais e Coletivos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do estado, Cláudio Nascimento, os dados permitem fazer uma projeção segundo a qual o número de casos de discriminação da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) atinge entre 10 mil e 12 mil por ano no País.

Conforme relatou o superintendente, desde junho do ano passado o Rio de Janeiro começou a utilizar a homofobia como motivo presumido de violência, com o objetivo de ter estatísticas oficiais sobre esse tipo de crime.

O sistema, relatou, foi implantado em 132 delegacias do estado.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira durante o seminário Assassinatos praticados contra a população LGBT, organizado pelas comissões de Legislação ParticipativaCriada em 2001, tornou-se um novo mecanismo para a apresentação de propostas de iniciativa popular. Recebe propostas de associações e órgãos de classe, sindicatos e demais entidades organizadas da sociedade civil, exceto partidos políticos.

Todas as sugestões apresentadas à comissão são examinadas e, se aprovadas, são transformadas em projetos de lei, que são encaminhados à Mesa Diretora da Câmara e passam a tramitar normalmente. e de Direitos Humanos e Minorias.

Notícias sobre a violência
De acordo com o antropólogo e professor emérito da Universidade Federal da Bahia, fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, o mais preocupante é que o registro de violência contra a população LGBT vem aumentando ao longo dos anos. “Nunca se matou tanto homossexual no Brasil quanto agora”, afirmou.

De janeiro a novembro deste ano, o pesquisador já contabilizou 205 assassinatos entre a população LGBT no País.

Mott, que faz o levantamento desse tipo de crime desde 1960, relatou que, entre 1960 e 1969, foram 30 ocorrências; na década seguinte, chegaram a 41.

De 1980 a 1989, o número de registros chegou a 369; saltou para 1.256 nos anos 90 e atingiu 1.429 casos na primeira década deste século.

Na média, entre 1995 e 2002, Mott chegou ao índice de um assassinato relacionado à homofobia a cada 2,9 dias. Já entre 2003 e 2010, o número de crimes chegou a um a cada 2,3 dias.

O levantamento, conforme explicou, foi realizado com base em notícias de jornais. Assim, ele acredita que a violência é ainda muito maior que a constatada em seus estudos. “Na verdade não é um assassinato a cada dois dias, todos os dias pelo menos um homossexual é assassinado”.

Jornais também foram a fonte da pesquisa Crimes Homofóbicos no Brasil: Panorama e Erradicação de Assassinatos e Violência Contra LGBT, realizada por Osvaldo Francisco Ribas Lobos Fernandez. No estudo, chegou-se a 1.040 mortes de homossexuais entre 2000 e 2007.

Fernandez também ressaltou que esse número refere-se apenas aos casos de maior repercussão. “A cada 66 horas foi publicada uma reportagem sobre o assassinato de um gay, e provavelmente os números são muito mais altos”, reforçou.

Urbanista e pesquisador associado ao Nugsex Diadorim, Érico Nascimento ressaltou que, quase sempre, as agressões ao público LGBT são praticadas por mais de uma pessoa.

“Há casos em que um homossexual é vítima de 18 agressores; um presidiário chegou a ser atacado por mais de 100 detentos e morreu”, exemplificou.

Impunidade
O presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ressaltou que das mortes registradas no ano passado, “menos de 10% tiveram prisão ou responsabilização criminal dos assassinos”.

Para o deputado, diante dessa realidade, faz-se necessário, “mais que em qualquer outra circunstância”, realizar uma grande campanha de mobilização pela aprovação do projeto que criminaliza a homofobia, em análise no Senado.

“Temos consciência de que uma lei, no primeiro momento, não vai mudar a cabeça das pessoas, mas vamos reduzir a impunidade”, defendeu.

Criminalização do preconceito
Duas mães de jovens vítimas de violência devido à homofobia também reivindicaram a aprovação da proposta.

Angélica Ivo, mãe de Alexandre Ivo, jovem de 14 anos assassinado no Rio de Janeiro em junho deste ano, argumentou que “ninguém tem de tolerar ninguém, temos que conviver bem com a diversidade, com respeito à vida. Algo emergencial deve ser feito”.

Viviane Marques, mãe de Douglas Marques, baleado no Parque Garota de Ipanema (RJ) no último dia 14, segundo disse, por militares, também defende a aprovação de uma lei específica contra esse tipo de crime. “As pessoas têm que ter liberdade de ser quem são. Está complicado ser livre neste País”, sustentou.

Mobilização
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) cobrou mais mobilização dos movimentos de defesa dos homossexuais.

Sem isso, na opinião do deputado, dificilmente o Parlamento vai aprovar conquistas para a categoria.

Segundo Alencar, “a maioria dos parlamentares não têm nenhum compromisso com os problemas levantados nesse debate”.

O antropólogo Luiz Mott aconselhou a população LGBT a mobilizar-se. “Uma medida simples, que qualquer um pode acionar, é cada vez que encontrar uma notícia ou manifestação homofóbica mandar uma cartinha desconstruindo esse monstro que é a homofobia”, disse Mott, que também é autor do livro Violação dos Direitos Humanos e Assassinatos de Homossexuais no Brasil.

Campanha Voto contra a Homofobia.

Com o lema “Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania”, a campanha visa identificar candidatos(as) que assumem abertamente o compromisso com a promoção da cidadania de pessoas LGBT, e que poderão fazer a diferença para estes segmentos da população no Legislativo e no Executivo no período de 2011 a 2014.

A lista inicial de candidatos(as) consta abaixo e também está disponível em www.abglt.org.br , no menu direito, em eleições 2010, e se baseia em termos de compromisso e e-mails de adesão recebidos nas últimas duas semanas.

Até o momento, foram recebidos termos de compromisso ou e-mails de adesão de:

1 candidato à presidência da república
1 candidato a senador
25 candidatos(as) a deputado(a) federal
3 candidatos a governador
20 candidatos(as) a deputado(a) estadual

São 7 candidatos assumidamente gays, 1 candidata travesti e 42 candidatos(as) aliados(as) da causa LGBT.

Os Termos de Compromisso para candidatos(as) que querem firmar seu compromisso com a população LGBT estão disponíveis em http://www.abglt.org.br/port/eleicoes2010_downloads.php

No Legislativo, a campanha pede principalmente o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais (o nome pelo qual escolhem ser chamadas, que condiz com sua identidade de gênero, muitas vezes diferente do nome de registro civil).

No Executivo, destaca-se o compromisso com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008). Nos estados, a ênfase está na criação de coordenadorias de políticas para LGBT como parte da estrutura dos governos, a elaboração e implementação de planos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, baseados nas resoluções das conferências estaduais LGBT, e a criação de conselhos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, como uma instância de controle social.

 
Também é uma reivindicação da ABGLT a defesa do Estado Laico, sendo o Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais.

Solicitamos que eventuais correções e acréscimos sejam enviados para os e-mails presidencia@abglt.org.br e vdwrm@hotmail.com

 A lista será atualizada toda quinta-feira.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Após ataques a gays, Globo vai falar de homofobia em 'Malhação'

A Rede Globo entrou de cabeça no assunto homofobia. Depois dos violentos ataques contra homossexuais em São Paulo e no Rio de Janeiro, a emissora pretende aprofundar mais a história de Cadu (Binho Beltrão), que se assumiu gay na série Malhação.
Segundo informações da coluna Zapping, Cadu quase levou uma surra de uma turma mascarada no último capítulo. O drama do personagem vai continuar no folhetim por mais um tempo.

Notícias » Brasil » Brasil Suposto grupo neonazista ameaça atacar parada gay no RS

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

GRUPOS NAZISTA PLANEJAVA ATACAR SINAGOGAS E GAYS


Um grupo de seguidores de Hitler criado em São Paulo, que planejava explodir sinagogas e atacar caminhadas gays, tem ramificações na Região Metropolitana e na Serra. Formada por jovens de classe média e com pelo menos 50 integrantes e simpatizantes no Estado, a Neuland (nova terra, em alemão), é a versão mais radical de militantes neonazistas em atividade no país há pelo menos três décadas. Segundo a polícia, assemelham-se a organizações terroristas noticiou o ZERO HORA. – Se antes negros, judeus, nordestinos e homossexuais eram agredidos, agora a Neuland propõe ataques terroristas – diz Paulo César Jardim, titular da 1ª Delegacia da Polícia Civi, que investiga neonazistas no Estado.Criada pelo paulistano Ricardo Barollo, 34 anos, coordenador de projetos especiais de uma das maiores empreiteiras do país, a Neuland pretendia eleger vereadores e prefeitos no Sul e em São Paulo. Como os neonazistas mundo afora, defende a superioridade branca, ataca judeus e nega o holocausto. No Estado, a Neuland buscava seguidores na White Power Sul Skins (Poder Branco do Sul), mais organizado, com pelo menos 25 de seus seguidores já indiciados por diferentes crimes pela Polícia Civil, entre eles tentativa de homicídio.Plano era atacar passeata gay Embora a polícia não confirme, os contatos mais prósperos de Barollo no Estado ocorreram na Serra. Mentor da organização, o paulistano é suspeito de envolvimento nas mortes do estudante de Direito mineiro Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e de sua namorada, Renata Waechter Ferreira, 21 anos. Dayrell disputava a liderança da Neuland com Barollo. Por supostamente divergir do paulista, o mineiro foi executado em abril, na Região Metropolitana de Curitiba. Renata morreu por ser sua namorada.Antes de Barollo ser preso, em maio, só os companheiros mais próximos do paulista – alguns deles moradores de Caxias – conheciam os planos de atentados. Entre 2007 e 2008, o paulista visitou a cidade e manteve contatos com 10 simpatizantes. A conexão com o Estado começou a ser desbaratada em maio. Na casa de supostos integrantes do grupo, a polícia apreendeu bombas caseiras e mais de uma centena de objetos DVDs, fotos, livros, fardas militares e computadores. – Tenho certeza de que eles iriam explodir sinagogas e atacar homossexuais em manifestações públicas. Evitamos uma tragédia – diz o delegado. Entre prováveis alvos, estava a passeata do orgulho gay que reúne milhares de pessoas na Capital. O ato marcaria o início de uma série de ações que colocariam em evidência o projeto, o que a polícia crê ter evitado. Uma das hipóteses apuradas é o envolvimento de militares do Exército com a organização. Pelo menos um soldado do 3° Grupo de Artilharia Antiaérea foi identificado. Outros três militares são investigados.

Ministra de Direitos Humanos apoia adoção por casal gay

 
A futura ministra dos Direitos Humanos no governo Dilma Rousseff, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), disse que irá defender no Ministério a adoção de crianças por parte de casais homossexuais. Segundo o jornal Folha de S.Paulo deste sábado, a ministra defende que a criação de um filho independe da orientação sexual dos pais. A opinião de Maria do Rosário, pedagoga e um dos primeiros nomes a serem anunciados para o novo governo, pode esbarrar na ala evangélica do congresso, de acordo com a publicação.
A deputada federal quer uma política rígida contra a homofobia, classificando as recentes agressões a gays como assuntos de grande urgência para serem resolvidos, e afirmou que criará medidas contra estes crimes de forma imediata, assim que assumir o novo cargo. A pressa de Maria do Rosário é tanta que ela afirma que as leis que criminalizam a homofobia devem ser aprovadas sem nem passar pelo Congresso. Outro ponto controverso defendido pela nova ministra dos Direitos Humanos é a concessão de aposentadoria e benefícios previdenciários a prostitutas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

homofobia escola educação

Um "professor" de uma Faculdade particular de Teresina(PI) foi demitido, depois de ter distribuído uma prova, onde havia um texto altamente ofensivo e homofóbico. Como se já não bastassem todos os trogloditas que saem por ai espancando gays, agora até professores, profissionais que, se supõe, deveriam ter uma visão mais clara do mundo, também incitam o ódio. Parabéns aos alunos que se recusaram a fazer a prova, e parabéns também a direção da Faculdade por ter demitido esse imbecil. Pena que provavelmente esse mau elemento irá continuar lecionando espalhando ódio e intolerância por onde passar. A Secretaria de Educação do Piauí deveria cassar a matrícula desse pulha.
A reportagem é da Folha de São Paulo:
"Professor é demitido no PI após prova com texto contra gays
Exame dizia que sexo homossexual é feito "no mais puro estilo animal"; para docente, texto não é homofóbico
Uma faculdade particular de Teresina (PI) anunciou a demissão de um professor substituto depois que ele aplicou uma prova com artigo ofensivo a homossexuais.
Cerca de 30 estudantes de serviço social da Faculdade Adelmar Rosado deixaram a sala por causa do conteúdo do texto, na segunda-feira.
O artigo, sem assinatura, é contrário à aprovação de projeto sobre a união civil homoafetiva. Um trecho diz que a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo "contraria a ordem das coisas".
Na prova, os alunos precisavam, por exemplo, identificar o tema e resumi-lo. Não havia espaço para opinarem.
O professor Raimundo Leôncio Fortes, de metodologia de trabalho científico, assumiu a autoria do texto.
A aluna homossexual Narailka Yasmin Soares e Silva, 20, disse que ficou chocada, principalmente ao ler o último parágrafo -onde se justifica que homossexuais não podem expressar o amor, pois a relação sexual é feita "no mais puro estilo animal".
Alguns alunos pediram a anulação da prova, conforme Liana Santanna, colega de turma de Narailka. Mas Fortes mandou a turma se calar, segundo Liana.
Narailka disse que começou a tremer, passou mal e saiu da sala. Foi então acompanhada por outros colegas.
Segundo a coordenadora do curso, Iris Neiva de Carvalho, a posição do professor não condiz com a do quadro docente da instituição e a turma terá uma nova prova.
À Folha o professor reconheceu que não deveria ter aplicado o texto, mas disse não considerá-lo homofóbico, pois não estimula a discriminação. Para ele, o artigo tem argumentações filosóficas e a estrutura era compatível com as questões.
Já o psicólogo Antonio Carlos Egypto, do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual), afirma que o texto é homofóbico por adotar argumentos que validam o preconceito. Um deles seria considerar que só a relação heterossexual é natural.
Para ele, uma prova sobre o assunto deveria adotar ao menos um texto divergente.
Trecho da prova
"Essa pretensão entre os homossexuais não tem sentido, não devendo ser reconhecido juridicamente [...] contraria a ordem das coisas relativas à sexualidade e genitalidade humana. Sendo o ânus um órgão não receptor, como a vagina, mas expelidor de excrementos, não existem mecanismos facilitadores deste tipo de relação [...] por ser uma relação cuja posição não é face a face, mas ao contrário, no mais puro estilo animal""


Fonte: Folha de São PauloDivulgar é uma ótima arma contra o preconceito