quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ministra de Direitos Humanos defende adoção por casais Homossexuais Ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário


                                


 O governo da presidente Dilma Rousseff está começando a todo vapor e felizmente com fortes tons arco-íris. A futura ministra da pasta de Direitos Humanos, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que vai defender a adoção por casais do mesmo sexo.

“Quando a gente trata, por exemplo, da possibilidade de as famílias Homoafetivas fazerem a adoção, nós estamos trabalhando com algo que é muito importante para as crianças em abrigos. O Brasil deve assegurar o direito à família a essas crianças. A orientação sexual das pessoas não determina se elas serão bons pais ou mães. A superação desse preconceito é importantíssima.”

Sobre os recentes ataques de cunho homofóbico ocorridos em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades, a ministra, que assume em 1º de janeiro, acredita que medidas devem ser tomadas, inclusive, à revelia do Congresso. “A secretaria vai intensificar o seu trabalho em relação ao combate à homofobia. Quero tratar dessa questão com a emergência que ela exige.”

“Nós estamos diante de crimes motivados pelo ódio à condição humana dos Homossexuais. Quem tem urgência não espera a lei ser votada no Congresso. Muitas vezes as legislações demoram nessa área de direitos humanos mais do que deveriam. Não vou começar pela lei, mas pela mobilização nacional.”

CENTRO DE NOTÍCIAS

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Paris Hilton faz campanha a favor de casamento gay


Paris Hilton faz campanha a favor de casamento gay

Patricinha é mais uma celebridade a apoiar a associação NOH8, que realiza protestos contra a lei que proibiu a união homessexual na Califórnia.


 Paris Hilton é mais uma celebridade a apoiar a campanha da NOH8 a favor do casamento gay.  A ONG faz ensaios   fotográficos com pessoas famosas como uma forma de "protesto silencioso" contra a edição da "proposition 8", que proibiu temporariamente o união homessexual na Califórnia. Paris postou no twitter as imagens dos bastidores da campanha. As informações são do Ego.

Paris Hilton apoiar a campanha da NOH8 a favor do casamento gay

Game gay, novelas e 'reality show' se rendem à temática homossexual‎


Programa podem ajudar o público a deixar o preconceito de lado

POR TATIANA AVILEZ
Rio - A temática homossexual chega à TV com força total em 2011. Novelas, programas, ‘reality show’, todos foram invadidos por este universo. Assunto antes abordado apenas de forma leve em alguns folhetins, e que chegou a ser rejeitado em ‘Torre de Babel’ (1998) — com duas personagens lésbicas mortas porque o público não queria ver este tipo de discussão em pleno horário nobre —, o tema agora virou tendência.

Na próxima terça-feira, 1º de fevereiro, estreia o primeiro game gay na Globo, o ‘Gay Me’, quadro de ‘Amor & Sexo’, com apresentação de Mauricio Branco, que volta à TV depois de 10 anos. “Quando aceitei fazer o programa, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a possibilidade de abrir mais a mente do público e acredito que esse movimento só vem a contribuir”, afirma o ator.
Fotos: Divulgação
Dos oito programas comandados por Fernanda Lima a serem exibidos, o jogo estará em três, e o foco é a homossexualidade masculina. Em cada módulo do ‘Gay Me’, três participantes disputarão um prêmio. “Na primeira temporada não sabíamos até onde poderíamos ir, acabamos sentindo falta de ter o assunto em pauta e a melhor forma que encontramos para abordar foi através deste game que terá duração de 20 minutos, quase o programa inteiro, e um cenário próprio”, explica o diretor Ricardo Waddington.

A TV gay brasileira está tão em voga que virou até manchete do jornal inglês ‘The Guardian’, intitulada ‘Brasil espera o beijo gay’, sobre a novela ‘Insensato Coração’. Ao que tudo indica, os brasileiros continuarão esperando. Nem na novela das 21h, onde seispersonagens são gays — do mais caricato ao homofóbico que renega a sua condição — isso deve acontecer. 

Segundo Ricardo Linhares, um dos autores da trama, a proposta não é levantar bandeiras. “Os personagens refletem a diversidade que existe na nossa sociedade. O foco não é falar de discriminação. Não que ela não exista na vida real, mas prefiro fazer uma ação afirmativa, mostrando integração e respeito à diversidade”, afirma. Leonardo Miggiorin que interpreta Roni, um gay mais expansivo, acha que existe uma cultura de rir desses personagens. “O intuito é divertir as pessoas, mas o assunto acaba entrando em suas casas. Acho que o preconceito está começando a ser quebrado”, acredita o ator.

Outra trama que aborda a temática é ‘Ti-ti-ti’. André Arteche, intérprete de Julinho, começou namorando Osmar (Gustavo Leão) e será a nova paixão de Thales (Armando Babaioff), que é casado com Jaqueline (Claudia Raia) e viverá uma vida dupla.

Até mesmo no ‘Big Brother Brasil’ o tema bateu recorde. Outras edições já tiveram participantes homossexuais, incluindo o vencedor do ‘BBB 5’, o agora deputado federal Jean Wyllys, mas no ‘BBB 11’ são quatro candidatos ‘assumidos’: Daniel, Diana, Lucival e a transexual Ariadna, que foi tirada da casa na primeira semana.

Mesmo com tanto destaque, há quem acredite que o preconceito ainda está aí. “Temos a maior parada gay do mundo e somos o país mais intolerante. Festejamos em público e matamos no privado. Me sinto contribuindo para minimizar essa intolerância”, diz Rafael Dragaud, roteirista de ‘Amor & Sexo’.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


História de São Paulo

Pateo do Collegio - Foto: Marcos Hirakawa
Pateo do Collegio - Foto: Marcos Hirakawa

Piratininga virou São Paulo: o colégio é hoje uma metrópole

Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”.
Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio.
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e lavouras.
Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo. Mas somente doze anos depois ganharia sua primeira faculdade, de Direito, no Largo São Francisco. A partir de então, São Paulo se tornou um núcleo intelectual e político do país. Mas apenas se tornaria um importante centro econômico com a expansão da cafeicultura no final do século XIX. Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.
No início dos anos 1930, a elite do Estado de São Paulo entrou em choque com o governo federal. O resultado foi a Revolução Constitucionalista de 1932, que estourou no dia 9 de julho (hoje feriado estadual). Os combates duraram três semanas e São Paulo saiu derrotado. O Estado ficou isolado no cenário político, mas não evitou o florescimento de instituições educacionais. Em 1935 foi criada a Universidade de São Paulo, que mais tarde receberia professores como o antropólogo francês Lévi-Strauss.
Na década de 1940, São Paulo também ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade. A necessidade de mais mão-de-obra nessas duas frentes trouxe brasileiros de vários Estados, principalmente do nordeste do país.
Na década de 1970, o setor de serviços ganhou maior destaque na economia paulistana. As indústrias migraram para municípios da Grande São Paulo, como o chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina e por isso ainda recebe de braços abertos brasileiros e estrangeiros que trabalham e vivem na cidade de São Paulo, em um ambiente de tolerância e respeito à diversidade de credos, etnias, orientações sexuais e tribos.

Você está em Notícias > Brasil Brasil inteiro espera ver beijo proibido na TV, diz jornal britânico


Uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico The Guardian comenta as expectativas no Brasil com os personagens gays da telenovela Insensato Coração, da Rede Globo, que estreou na semana passada.
Renato Rocha Miranda/TV Globo
Renato Rocha Miranda/TV Globo
Leonardo Miggiorin é Roni, um dos personagens gays
Sob o título O beijo proibido que o Brasil todo está esperando ver, o jornal observa que os autores da novela, que tem ao menos seis personagens gays, esperam "combater o preconceito e promover a aceitação'".
"A maioria das cidades brasileiras tem comunidades gays proeminentes, mas a homofobia e a violência persistem", diz o jornal, citando um levantamento do Grupo Gay da Bahia segundo o qual 198 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2009.
O jornal comenta que as novelas brasileiras chegam a ter audiências de 50 milhões de espectadores e já tentaram no passado tratar de outros temas tabus como doenças mentais, abuso de drogas ou alcoolismo.
'Visibilidade' Ouvido pelo Guardian, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas Bissexuais e Transexuais, Toni Reis, disse que a novela pode ser uma chance importante para romper estereótipos e dar "visibilidade" aos gays.
Para Reis, a TV brasileira geralmente mostra "imagens distorcidas" da comunidade gay, com as menções ao homossexualismo "restritas a três tipos de programa: comédias, sobre crimes e religiosos, nos quais pastores evangélicos pregam contra a homossexualidade".
Em contraste, observa o jornal, entre os personagens gays de Insensato Coração estão um advogado, um professor, um jornalista e um lojista.
A reportagem comenta que os fãs gays das novelas brasileiras "há muito tempo pedem um beijo nas telas" e pareciam ter conseguido o que queriam em 2005, quando a mídia anunciou que dois personagens homens se beijariam na novela América, mas a cena acabou cortada, gerando protestos.
Apesar do avanço com o núcleo gay da novela Insensato Coração, o jornal observa que os autores já avisaram que os que esperam ver o primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira ficarão desapontados.
"A audiência não está pronta", justificou Gilberto Braga, um dos autores, na entrevista coletiva de lançamento da novela.
Para Reis, a decisão mostra "uma falta de coragem e de ousadia". "O beijo é uma demonstração de afeto, não uma afronta à sociedade. Corrupção, violência, acidentes, esses sim são afrontas e são mostrados em excesso na TV", disse ele ao jornal.
Para o ativista, porém, "não deve demorar para que um beijo gay aconteça em uma novela". "Se não houver beijo, será um sinal de preconceito", afirmou. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

Brasileiro é cônjuge de primeira união civil gay reconhecida na Irlanda


Dublin (Irlanda) - Um brasileiro que vive há mais de dois anos na Irlanda, descobriu, há poucos dias, que ele e o marido eram o primeiro casal homossexual a ter seus direitosreconhecidos no país.
Foto: Reprodução da Internet
Adriano (à direita) no dia da cerimêonia de sua união civil com Glenn Cunningham | Foto: Reprodução da Internet
administrador de empresas Adriano Vilar se casou em 13 de agosto de 2010 com o irlandês Glenn Cunningham em união oficializada na vizinha Irlanda do Norte. Quando os dois foram ao Serviço de Imigração e Naturalização da Irlanda para tentar trocar o visto de estudante de Vilar por um de residente, descobriram que era o primeiro dia em que casais gays poderiam oficializar suas uniões naquele país. O caso foi destaque na imprensa local.
Ratificada em julho de 2010 pela presidente irlandesa, Mary McAleese, a nova lei de Relações Civis, que entrou em vigor no dia 1º, concede pela primeira vez no país oreconhecimento legal de fato aos casais de mesmo sexo. Até então, muitos casais homossexuais recorriam à Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, para oficializarem suas uniões.

Com a nova lei, os casais gays passam a ter os mesmos direitos dos casais heterossexuais no que diz respeito a propriedade imobiliária, bem-estar social, direitos de sucessão, previdência e impostos.