quinta-feira, 14 de abril de 2011

Campanha ''Eu sou Gay'' usa internet contra homofobia


Depois dos casos de violência e até mesmo uma passeata contra homossexuais em São Paulo, começou nesta semana na internet a campanha "Eu Sou Gay", uma reação pacífica a demonstrações homofóbicas, que agitou as redes sociais. Em 24 horas, o apelo transformou-se em um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Protesto virtual. Entre os ativistas estão a VJ da MTV Marimoon
Protesto virtual. Entre os ativistas estão a VJ da MTV Marimoon
O blog projetoeusougay.wordpress.com pede aos internautas que enviem autorretratos em que estejam segurando uma placa ou papel com a frase "Eu sou gay". Em menos de um dia, o projeto recebeu cerca de 600 fotos. Algumas eram de pessoas conhecidas, como a ex-vereadora Soninha Francine e a VJ Marimoon, da MTV.
A ideia partiu de dois amigos, a pernambucana Carolina Almeida, de 32 anos, e o paulistano Daniel Ribeiro, de 28. "Estávamos incomodados com o sentimento de violência que pairava no ar", diz Ribeiro, cineasta autor de dois curtas que tratam de questões homofóbicas. Um deles, Café com Leite, foi o vencedor do Urso de Cristal no Festival de Berlim, em 2008. "Não dá para imaginar que hoje alguém seja agredido por desconfiarem que se trata de um gay."
Carolina compartilha o sentimento. E foi dela a iniciativa de montar o blog. A ideia, em uma segunda fase, é transformar as fotos enviadas em um vídeo. "Vamos intercalar as fotos caseiras com outras mais profissionais. Também haverá uma trilha especialmente feita para a campanha", conta Ribeiro.
"Eu Sou Gay", segundo os autores, quer ir além da homofobia. "É um projeto contra o ódio", diz o cineasta, que é gay, mas nunca foi discriminado - muito menos agredido. Ribeiro ficou impressionado com as imagens de violência que viu na TV.
"Antes, as pessoas contavam que ouviam falar de casos. Agora, com essas câmeras de circuito interno, uma espécie de Big Brother da cidade, pudemos assistir a uma cena explícita de homofobia. É chocante." Até então, o cineasta pensava que as pessoas estivessem mais acostumados com as diferenças. "Eles (os agressores) se revelaram diante das câmeras de um jeito muito surpreendente."
Para Carolina, a gota d"água foi a descoberta, na semana passada, do corpo de uma adolescente lésbica em Goiás, desaparecida desde março e que teria sido morta pela família da namorada, que não aceitava o relacionamento. "Pensei que não era possível tanto ódio, por isso resolvi tomar uma atitude." Heterossexuais também são muito bem-vindos à campanha. "Ser gay deixou de ser uma questão de orientação sexual. Hoje, significa ter os direitos negados. É alguém interrompido em sua liberdade."
Pela compaixão. Alguns internautas criticaram o nome da campanha. "Achei que os gay são minoria representativa", diz Carolina. "Poderia escolher "Eu Sou Negra", por exemplo. Isso não importa. O que importa é a essência. Trata-se de uma campanha pela compaixão."
Na rua
Estudo baseado em dados do Centro de Combate à Homofobia (CCH) mostra que 72% dos ataques a gays acontecem em espaços públicos.
CRONOLOGIA
Agressões na área da Paulista
14/11/2010
Violência
Um grupo formado por quatro adolescentes e um jovem de 19 anos agrediu gratuitamente com chutes, pauladas e lâmpadas fluorescentes três rapazes que caminhavam na Paulista. Câmeras de um prédio gravaram as cenas de violência.
4/12/2010
Socos e pontapés
Um casal homossexual que andava de mãos dadas próximo ao Metrô Brigadeiro foi agredido por cinco homens.
23/3/2011
Intolerância
Um estudante que fazia parte de um grupo de ativistas contra a homofobia foi agredido na Avenida Paulista. Câmeras de posto gravaram a confusão. 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Barcelona se prepara para 10 dias de celebração em comemoração do Orgulho Gay




Cinema, cultura, esportes, debates, uma reunião no Tibidabo, uma festa da espuma, um desfile de carnaval e estão entre as atividades a ser realizada em Barcelona, dos dias ​​18 à 28 de Junho,  comemorar o orgulho, o Dia do Orgulho Gay, que reuniu mais de 100.000 pessoas no ano passado.


Direitos Civis vereador da cidade de Barcelona,
​​Joaquim Mestre, se reuniu hoje com representantes dos organizadores da Parada do Orgulho de 2011, incluindo os representantes da Associação Catalã de Gays e Lésbicas (ACEGAL) e Panther Amarelo para dar início aos preparativos para o evento. 

Será o terceiro ano consecutivo que a capital catalã hospeda o enorme orgulho de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais, na celebração de muitas atividades que culminam com o tradicional desfile festivo, este ano vai sair em 26 de junho, Praça Universitária
 e termina com uma festa gratuita na Avenida de Maria Cristina. 

 
A cidade de Barcelona anunciou que este ano o município com 30.000 € subsidiar justo instituições gay e infra-estrutura necessária para eventos de rua.

 
Vereador Joaquim Mestre ratificou o "apoio a projetos que visam proibir a discriminação em razão da orientação sexual ou identidade de gênero e no estabelecimento de acordos de cooperação com as organizações LGBT." 

 
Os organizadores dos atos lançaram o www.pridebarcelona.org na web, onde você pode ver a programação de atos que estão sendo preparadas.
ReservasGay.com

Modelo Básico de Contrato de União Estável entre homossexuais




CONTRATO DE UNIAO ESTÁVEL HOMOSSEXUAL    (MODELO BÁSICO, a ser substituído os dados pessoais dos contratantes)
   
    Pelo presente contrato de UNIÃO ESTÁVEL, nós, abaixo assinados, FULANO, brasileiro, nascido aos DIA-MÊS-ANO, NA CIDADE DE -------, ESTADO,  RG. SSP/Ba, PROFISSÃO, ESTADO CIVIL e     FULANO, brasileiro, nascido aos ,   em -------, ESTADO, RG. , PROFISSÃO, solteiro,  ambos residentes (OU NÃO) há TANTOS ANOS EM  TAL IMOVEL SITO  à Rua perante o Presidente do Grupo Gay da Bahia e cinco testemunhas abaixo assinadas, formalizamos nossa união estável através     deste instrumento público devidamente registrado neste LIVRO DE REGISTRO PÚBLICO DE UNIÃO ESTÁVEL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, livro conservado na  Sede do Grupo Gay da Bahia, Sociedade Civil de Utilidade Pública Municipal   de Salvador, Bahia.

Declaramos ser verdade que somos solteiros, livres e   desimpedidos para a realização deste ato público e solene, através do qual   por nossa livre e espontânea vontade, fica reconhecida e confirmada nossa  união estável, iniciada em junho de 1985, que devido à inexistência em  nosso país de outros mecanismos legais específicos que incluam os casais  homossexuais,  conferimos a este ato e documento o mesmo  significado, valor e atribuições semelhante ao legalmente reconhecido às uniões estáveis entre  casais de sexo opostos.


 Considerando que a Constituição Federal reconhece a união estável como entidade familiar, fundamentada na convivência pública, contínua e   duradoura, garantindo a comunhão de bens e direitos entre os companheiros;  considerando que aquilo que não é proibido, é permitido e que as uniões  estáveis entre homossexuais não são proibidas por nenhuma lei; considerando  que as relações estáveis homossexuais são uniões baseadas no afeto e  solidariedade mútua, observando-se identidade de efeitos entre união homossexual e união estável, ficam legitimadas assim as uniões homoafetivas como verdadeiras famílias posto que duradouras, públicas e contínuas, conforme jurisprudência já firmada em diversos tribunais de diferentes  comarcas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia; considerando que a  Constituição Federal através do artigos 3.º, inciso IV, 5.º inciso I e 7.º,     inciso XXX, estabelece que a dignidade da pessoa humana deve ser     assegurada, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer      outras formas de discriminação;    Assim sendo, através da vontade soberana dos contraentes, passa este ato e     documento a ter validade plena para efeitos legais, posto que lícito e justo de acordo com os princípios elementares dos direitos humanos     universais e a Carta Magna do Brasil , servindo como documento     comprobatório para que os contraentes possam usufruir plenamente das     vantagens e direitos inerentes à união estável;   

Confirmam os abaixo assinados que com este contrato de união estável     preenchem os requisitos formais exigidos pelas Instruções Normativas do     Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de n.º 25 e 50, de 7/6/2000     e 8/5/2001, respectivamente, através das quais estabelecem-se procedimentos     a serem adotados para a concessão de pensão por morte de companheiro ou   companheira homossexual, legitimando em seu Art. 3, XIII "quaisquer outros  documentos que possam levar à convicção da comprovação da união estável e     dependência econômica com o companheiro homossexual. "    E por estarem de acordo as partes, comprometendo-se a registrar neste mesmo livro a eventual dissolução desta união no caso de virem a desfazer este contrato, assinam o presente documento juntamente com as testemunhas que  garantem a veracidade e justeza desta união estável homossexual

São Paulo se prepara para receber o turista GLS





Atendentes da SPTuris conhecem espaços GLS da noite paulistano 

A Cads, Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, e da Secretaria de Participação e Parceria, em parceria com a São Paulo Turismo - SPTuris e a ABRAT/GLS, realizaram treinamentos sobre a diversidade sexual com os novos atendentes da CIT - Centrais de Atendimento a Turista e realizaram de city tour que visa fortalecer e aprimorar o turismo LGBT de São Paulo

Com a participação de aproximadamente 15 profissionais, o grupo esclareceu dúvidas sobre os serviços, bem como o tratamento aos LGBT e os locais de freqüência da comunidade a serem indicados aos turistas. Com a ação também tiveram a
oportunidade de conhecer alguns locais da vida noturna GLS da cidade.

Dentro das casas noturnas, bares e restaurantes os profissionais das Centrais de Atendimento ao Turista, foram recepcionados e conheceram os ambientes, compartilharam um pouco da história do local e o perfil de seus frequentadores.

Esta iniciativa é importante pois fortalece ainda mais o turismo da cidade, qualifica os profissionais e demonstra a importância do turismo GLS para a Prefeitura de São Paulo

Cads





Manifesto - Sejamos Gays. Juntos.


Manifesto - Sejamos Gays. Juntos.
:
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) E só :-)

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.


Filho de Edmundo, gay assumido, lança funk 'A Loka', com declarações da mãe





Depois de ser alçado aos holofotes por conta da briga com a mãe Cristina Mortágua, o estudante Alexandre Mortágua, filho do ex-jogador Edmundo, agora ataca de DJ. O rapaz de 16 anos, que permanece morando na casa da avó, Neide, em Vila Valqueire, resolveu fazer uma brincadeira com o acontecimento e batizou a música de “A Loca do Rivotril Vs.The World”.
Ele abre a sequência com Britney Spears (”I wanna go”) e as frases de Cristina respondendo aos jornalistas no dia da confusão: “Ele foge de casa!” e “Ele se droga”. E explica: “Acredito que ela não ficará chateada pois minha intenção não foi ridicularizá-la. As frases são engraçadas para se ouvir numa boate e já superamos esse episódio”, garante o rapaz, que não se encontra com a mãe há três semanas.
“Ela está resolvendo os problemas dela com a Justiça e eu pretendo continuar morando com minha avó”, conta. Alexandre tem ainda outras duas mixagens. Numa usou frases da nova diva gay Luisa Marilac, travesti da Espanha, com mais de um milhão de acessos no Youtube. Na outra, mixou com frases de Vanessão, travesti do Nordeste, outro hit do Youtube. “Sempre quis tocar algo que gostava de ouvir. As vezes eu ia as boates e ouvia coisas muito nada a ver”.
No próximo dia 30, ele fará sua estreia no Teacher's Club, em Vitória, para onde viaja com a avó com todas as despesas pagas. “Não é uma uma coisa que eu queira seguir, mas o cachê é bem-vindo”, afirma o jovem que não pretende largar a costura, seu outro hobby. Para entender a polêmica com a mãe, depois de já ter ouvido do pai, sobre ter assumido ser gay, "problema é dele", Alexandre a denunciou por agressão física e psicológica. Ela foi presa depois de agir de forma violenta contra o filho de 16 anos, de seu relacionamento com o jogador Edmundo. O rapaz foi à 16ª DP dar parte da mãe, acusando-a de agressão.


                                                                                                                                 

Estudantes gays sofrem agressão em calourada da UFMG Carta-manifesto será entregue hoje à reitoria




Na madrugada do dia 2 de abril, alunos veteranos do curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveram uma festa para receber os colegas ingressantes. A tradicional calourada já contava com mais de uma centena de pessoas quando um casal de gays foi alvo de tapas e chutes e um casal de lésbicas sofreu agressões verbais. 
Segundo relatos, a festa era frequentada por alunos de diversos cursos e por casais de orientações sexuais diferentes, e não havia precedentes de manifestações violentas no evento. A abordagem repentina de um homem desconhecido da comunidade estudantil causou estranhamento nos alunos, já que ele, segundo informam os estudantes, demonstrava um comportamento homofóbico.
O primeiro a ser abordado pelo homem foi um casal de meninos que trocava beijos na festa. Um deles, estudante de ciências sociais, foi agredido com um tapa no rosto. O outro foi chutado. O casal contou que o agressor chegou separando os dois e dizendo que aquilo era “coisa de viado” e que ele não aguentava esse tipo de coisa. O desconhecido foi embora reclamando, e nenhum dos dois agredidos reagiu.
As vítimas relataram que ainda sofreram ataques do agressor na saída da festa, quando passaram em frente ao prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humana (Fafich). Ele teria dado outro tapa em uma das vítimas e estaria acompanhado por várias pessoas. Os alunos declararam que não reagiram em momento nenhum por causa do choque.