terça-feira, 6 de setembro de 2011

Primeiro casamento gay em Maringá

Maringá sai na frente.
Em uma chácara de Maringá acontece no início da noite de hoje o primeiro casamento homossexual com celebração da cidade e do Estado.
A pedido dos noivos, Maycon e Anderson, seus sobrenomes e o local de realização da cerimônia não serão divulgados.
No local da cerimônia, haverá um juiz de paz para firmar a união e um pastor dará a benção religiosa. “Não haverá ninguém vestido de noiva”, antecipou um dos noivos, que afirmou ser segredo o cerimonial.
A comunidade LGBT de Maringá estará presente. São cerca de 180 convidados. Depois da meia-noite, eles vão para a festa oferecida por um dos padrinhos na boate Stravaganza. Leia mais em odiario.com

Cristão Despedido Pelo Banco Por Escrever Livro Sobre Casamento Anti-Gay


Apenas alguns meses depois de ser demitido da Cisco Systems na Califórnia por causa de um livro de casamento anti-gay, o consultor cristão Dr. Frank Turek também foi demitido do Bank of America.
"Eu recebo um monte de críticas por apenas realmente concordar com o que a maioria dos americanos concorda e que o casamento é entre um homem e uma mulher", disse Turek na semana passada na Rádio American Family.
Turek estava fazendo um trabalho dentro e fora do Bank of America por cerca de 15 anos, principalmente a realização de programas de liderança e formação de equipe, disse ele. Outros clientes incluem Coca Cola, Home Depot e CIGNA, entre outros.
O veterano da Marinha dos EUA foi contratado em maio, para fazer uma apresentação em uma reunião da equipe de Gestão de Negócios Globais e Análise do Bank of America dentro do Global Wealth e Investment Management.
Ele estava agendado para fazer uma apresentação - chamado "Por que você não pode ser normal como eu?" - Sobre como se adaptar a diversas personalidades para melhorar a produtividade e relacionamentos.
Três dias antes de sua apresentação em junho, no entanto, Turek soube por um gerente de RH que ele havia sido demitido.
"Eu recebi um telefonema de um dos gerentes de RH lá que disse que acabamos de saber de alguém que pesquisou sobre você e descobriu que você escreveu um livro chamado Correto, Não Politicamente Correto: Como o Casamento Homossexual Prejudica a Todos e por isso não podemos mais ter você aqui para ensinar", contou Turek à Rádio American Family.
Em uma carta que enviou ao CEO Brian Moynihan, Turek argumentou que o casamento não foi o tema de sua apresentação, nem nunca esteve em todos os seus anos de trabalho com o banco.
"O que a atividade sexual, preferência sexual de uma pessoa têm a ver com a produtividade do trabalho?" Ele disse no programa de rádio, ponderando por que que o departamento de RH ainda trouxe à tona isso.
Seu livro também provocou sua demissão como consultor da Cisco no início deste ano.
Um gerente da empresa se ofendeu com o livro após buscar o nome de Turek e reclamou com o diretor de inclusão e diversidade da Cisco.
Enquanto o Bank of America também promove a "inclusão" e "diversidade", Turek queixou-se ao CEO que estava sendo excluído por seu ponto de vista político e religioso.
Ele pediu ao Moynihan para considerar o que teria acontecido se ele tivesse escrito um livro a favor do casamento gay e um empregado conservador reclamasse.
"Eles provavelmente já teriam demitido o funcionário conservador", conjecturou Turek.
Ele também deixou claro em sua carta que ele respeita todas as pessoas e concorda com o banco sobre o valor de "inclusão" para garantir que as pessoas trabalhem juntas cordial e profissionalmente, apesar dos diversos pontos de vista político, moral ou religioso.
O consultor observou na AFR que ele detém uma visão casamento tradicional "não por causa de ódio ou fanatismo, mas por causa dos fatos biológicos da natureza que a única relação que pode procriar e trazer a próxima geração e melhor nutrir a próxima geração é quando um homem e uma mulher ficam juntos".
Turek se reunirá com o chefe de inclusão e diversidade do Bank of America na próxima semana, disse ele.
"Para seu crédito, eles me ligaram e disseram 'Acho que cometemos um erro aqui", disse ele no programa de rádio.
"Pelo menos algumas pessoas lá estão me dizendo que eles percebem a hipocrisia, mas vamos ver onde isto vai".
Em última instância, Turek disse que quer que todas as corporações "parem de tentar doutrinar os funcionários a aceitar certos comportamentos sexuais, principalmente a homossexualidade".
"Acho que eles devem ensinar às pessoas que elas devem respeitar as outras pessoas, porque eles são seres humanos, não porque eles dormem com uma certa pessoa", acrescentou.

Hackers invadem site da Capricho e divulgam que Justin Bieber é gay

A seção de blogs do site da revista "Capricho" foi hackeada no último sábado.
Um deles, o "Radar Fashion", dava a notícia falsa de que o cantor teen Justin Bieber, 17, assumiu ser homossexual e que teria cancelado os shows no Brasil.
A página, no entanto, foi retirada do ar. A publicação, que é voltada aos leitores adolescentes, pediu desculpas (leia mais abaixo).
"É isso mesmo, meninas. O astro pop assumiu nesse sábado (03/09), durante uma coletiva de imprensa realizada em New York, a sua homossexualidade", afirmava o texto.
O texto apócrifo dizia ainda que "a equipe da Capricho conseguiu, com exclusividade, algumas palavras de seu assessor, que nos deu uma notícia um tanto triste sobre esse caso. 'Ele [Justin] está muito abalado. Decidiu ainda hoje fazer o cancelamento de seus show no Brasil, onde nunca se apresentou. Justin está inseguro, e possivelmente passará esse final de ano longe dos holofotes'".
Até a publicação da reportagem, a falsa notícia ainda estava no ar. O link foi retirado por volta de 13h50.
No Twitter, o colunista da publicação, Gabe Simas, disse que a notícia era falsa e o blog havia sido hackeado.
"A nota sobre Justin Bieber ter assumido ser gay e ter cancelado shows no Brasil é falsa. Capricho não postou nada, hackearam o blog da Manu."
Ao F5, a assessoria de imprensa da revista declarou que "na madrugada deste domingo, o site da Capricho foi invadido por hackers que publicaram uma notícia falsa de que o cantor Justin Bieber teria cancelado seus shows no Brasil. A equipe Capricho lamenta o incidente e informa que a falsa informação já foi retirada do ar e que providências estão sendo tomadas para apurar a questão. Pedimos desculpas a todas as nossas leitoras e fãs."
A publicação teen também colocou um pedido de desculpas aos fãs e leitores nopróprio site da revista.

Gays se casam na igreja e no cartório, mas são barrados em plano de saúde

Leonardo não pode ser incluído no plano de saúde de José Irapuã. Segundo a empresa, não existe recomendação do governo de como agir nestes casos

Daniel Aderaldo, iG Ceará 03/09/2011 07:00
Texto:
No Ceará, um casal gay conseguiu oficializar sua união como um casal heterossexual: fez um contrato de união estável, o primeiro no Estado, e, ainda mais raro, conseguiu se casar em uma igreja cristã. Porém, a sucessão de felicidades foi interrompida - e não por aqueles pequenos momentos que todos os casais têm, como as roupas no lugar errado e a insistência em deixar a escova de dentes em cima da pia do banheiro. 
Apesar do documento oficial, eles não foram aceitos em um plano de saúde familiar, oferecido pela emprea de um deles. A justificativa foi que a união estável não era suficiente. Para reverter isso, os dois pediram a conversão da união estável para registro civil. Novo problema: o pedido foi negado pela Justiça do Ceará.
Foto: Arquivo pessoal
Leonardo Praxedes, 36, e José Irapuã Brandão, 35, durante o casamento religioso
O casamento na igreja
Após a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, os auxiliares administrativo Leonardo Praxedes, 36, e José Irapuã Brandão, 35, colocaram no papel passado o que já era realidade há sete anos, desde que começaram a morar juntos. Foram os primeiros no Estado a fazer o contrato de união estável.
Nós somos uma igreja cristã inclusiva”, explica o diácono Igor Simões
Logo em seguida, eles celebraram as bodas em uma cerimônia religiosa realizada pela Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) do Brasil de Fortaleza. A igreja foi fundada nos Estados Unidos, em 1968, está presente em 42 países e, no Brasil, está organizada em Fortaleza, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Maringá. “Nós somos uma igreja cristã inclusiva”, explica o diácono Igor Simões. Ele já celebrou três casamentos de pessoas do mesmo sexo, incluindo o de Leonardo e Irapuã.
Os problemas começam
Leonardo e Irapuã acreditavam que o documento e principalmente o reconhecimento de uma instituição religiosa seriam os maiores obstáculos que enfrentariam antes de se tornar um casal. Eles não contavam com o que viria depois, quando esbarraram na negativa de um plano de saúde. Leonardo não pôde ser incluído como dependente no plano do companheiro Irapuã.
A empresa Hapvida disse ao casal que a decisão do STF sobre a união de casais homossexuais é muito recente e não existe ainda nenhuma recomendação da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) de como proceder em casos como esse. Por isso, o pedido de inclusão no plano foi negado.
O diácono Igor Simões disse à reportagem do iGque viu com espanto o fato de os fiéis da igreja, mesmo com a oficialização da união estável, não serem aceitos por um plano de saúde. “A gente presencia muitos movimentos progressistas, muitas políticas publicas voltadas para as minorias, mas que, ao mesmo tempo, parecem não ter grande visibilidade, o que acaba ensejando esse tipo de coisa”, ponderou.
Porém, existe base legal para a decisão da empresa. É por isso que eles estão tentando converter, agora, a união estável em casamento. “Eu achei que as coisas estivessem mais claras e abertas. Mas isso provou que não está”, afirmou Leonardo.
Mudança para registro civil
A segunda frustração veio na segunda-feira (29), quando o casal não conseguiu converter a união estável em casamento civill. Essa seria uma forma de impor ao plano de saúde a inclusão do dependente. Porém, a Justiça extinguiu o processo. 
Até que se defina a questão nos tribunais, ou que intervenha o legislativo, uns casam e outros não”, afirma o jurista Sérgio Parente
O advogado do casal, Paulo Petrola, conta que a juíza do caso “nem julgou, extinguiu o pedido. A juíza alegou na decisão que não havia diversidade de gênero e que o casamento só pode ser composto por homem e mulher”. Segundo ele, “o problema da união estável é que ela não muda o estado civil. Os dois continuam solteiros”. Agora, o advogado vai recorrer, argumentando que a Constituição Federal diz que a união estável pode ser convertida em união civil, desde que requerida a um juiz. 
O advogado vai usar ainda duas decisões, em São Paulo e no Distrito Federal, que foram favoráveis a esse tipo de pedido. “O juiz tem que interpretar a lei de acordo com as dinâmicas sociais. Na minha visão, como na de outros advogados e juristas, essa conversão é algo que já deveria ser natural", completa Petrola.
O coordenador das varas cíveis, família e sucessões do Fórum Clóvis Beviláqua, o jurista Sérgio Luiz Arruda Parente, explicou que o casamento e a união estável são assuntos diferentes, caso se faça interpretação “literal” do Código Civil. Portanto é possível dizer, legalmente, que um casal homossexual com um contrato de união estável é, juridicamente, composto por dois solteiros.
Contudo, conforme o jurista, “ambos são espécies do gênero entidade familiar e, portanto, compostas pelo afeto”. “A tendência do direito de família é proteger cada vez mais as uniões que se baseiam na afetividade, daí muitos doutrinadores defenderem a igualdade desses institutos", disse ele. “Ao avaliar a interpretação do STF, a comunidade jurídica é que vem redesenhando o projeto, aproveitando os alicerces utilizados, que são os princípios constitucionais. Até que se defina a questão nos tribunais, ou que intervenha o legislativo, uns casam e outros não”, afirma Sérgio Parente.
Nova tentativa
Leonardo e Irapuã não desistiram da conversão. Agora, vão levar o caso ao Tribunal de Justiça do Ceará. Eles esperam que desta vez a justiça cearense se sensibilize com o pleito do casal, já que a Prefeitura de Fortaleza promoveu nesta quarta-feira (31) um mutirão para oficializar a união homoafetiva de 25 casais – é a primeira iniciativa do tipo no Nordeste. O próximo passo será encaminhá-los para o pedido de registro civil. “Sei que ainda vamos conseguir isso. Se não for no Tribunal, será no STF”, declarou Leonardo.