sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cristãos fazem o contrário do que Jesus faria ao condenarem o homossexualismo, afirma blogueiro pró-gay

Artigo publicado em blog pró-gay – Amálgama – afirma que o conceito “anti-homossexualismo” está totalmente fora do real cristianismo bíblico.
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é (Levitícos 18:22)”, este é um dos versículos em que os cristãos baseiam-se biblicamente quando o assunto em questão é a homossexualidade e sua conduta “pecaminosa”, no entanto André Egg, publicou no ‘Blog Amálga’ um artigo no qual ele disserta seu ponto de vista a respeito da oposição evangélica contra os gays, alegando que o cristianismo apregoado hoje é totalmente humano e vai contra aquilo que Cristo ensinou durante sua passagem na terra.
Egg diz que a essa tradição que o cristianismo traz de negar a sexualidade não é de maneira alguma correta, vindo de religiões muito mais antigas do que o cristianismo e que ela foi creditada em parte por ‘Agostinho de Hipona (santo Agostinho)’ – que segundo o blogueiro, começou a pregar que o “pecado original” tinha conotação sexual.
“A ideia de controlar as pessoas não tem a sexualidade das pessoas não tem nada de ‘bíblica’ ou ‘cristã’ (…) Os limites da sexualidade moralmente aceitável devem ficar claramente dentro daquilo que podemos definir como ética cristã: a inexistência de violência, o respeito ao próximo, a compreensão, o amor, o carinho. Fatores que certamente não excluem as relações homoafetivas.” diz o autor do artigo.
Segundo o colunista do Blog, os cristãos da atualidade fazem totalmente o contrário do que Jesus faria, pois nos capítulos 4 e 8 do evangelho de João e no final do 7 de Lucas o mestre exorta aos homens religiosos de seu tempo a respeito da forma como eles estabeleciam a hierarquia de pecado na época segundo seus interesses e faz o paralelo concluindo: “ninguém é capaz de dar razão plausível, mas a condenação de certas condutas sexuais é hábito arraigado (…) O mesmo tipo de reação condicionada, irrefletida e brutal, leva ao clamor que faz com que líderes religiosos mais interessados em serem bem vistos por seu público alvo do que em manterem-se fiéis à Verdade são capazes de bradar de seus púlpitos contra as condutas sexuais que são julgadas intoleráveis.”
Fonte: Gospel+

Evangélicos conservadores frequentam bar gay para melhorar diálogo com homossexuais

Construir pontes entre os cristãos evangélicos e a comunidade gay é o desejo do pastor Andrew Marin. Com esse objetivo, ele passou os últimos 10 anos em Boystown, bairro de Chicago conhecido como reduto de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT). Andew trabalha para tentar fazer com que cristãos e gays se reúnam para ter uma conversa franca sobre sexualidade e espiritualidade.
Isso inclui uma grande reunião quatro vezes por ano em Roscoe, um dos bares gays mais famosos dos EUA. Essa não é uma conquista pequena em uma cultura na qual durante muito tempo gays e cristãos evangélicos têm visto uns aos outros com desconfiança. No entanto, a determinação de Andrew Marin em trazer para mais perto lados tão opostos e propor diálogo tem crescido de uma maneira que ele jamais imaginou. De um começo pequeno, hoje ele leva sua mensagem por todo o mundo e tem trabalhado com diferentes governos e também com igrejas. Ele está se tornando uma figura bem conhecida e tem colaborado com uma das maiores editoras cristãs do mundo na produção de um curso voltado para igrejas que desejam abordar questões de sexualidade.
Ele acredita que muitos cristãos não entendem a complexidade dos versículos da Bíblia que mencionam a homossexualidade, mas reconhece que os gays muitas vezes são rápidos ao tentar desvalorizar o cristianismo.
Andrew sentiu a necessidade de responder a essas questões depois de uma série de conversas que teve com três amigos muito próximos. Ao longo de de três meses, esses amigos lhe disseram que eram gays, uma surpresa completa. O pastor cresceu em um lar cristão conservador, e diz que ele era “o maior homofóbico que já conheceu”. Para ele, estava muito claro que cristianismo e homossexualidade eram incompatíveis. ”Não sabia o que fazer. Pensava que não havia maneira alguma do meu sistema de crenças teológicas aceitar o estilo de vida dos meus amigos, por isso acabei cortando os laços com eles.” Algum tempo depois, Andrew sentiu que Deus estava pedindo para voltar a ter contato com seus amigos e pedir perdão a eles. Em seguida, ele se mudou para Boystown junto com dois desses amigos. Os primeiros anos foram extremamente difíceis, enquanto lutava para descobrir se poderia conciliar a sexualidade de seus amigos com suas convicções cristãs.
“Quando ia a bares ou eventos gays junto com os meus amigos, me sentia mal, porque achava que devia dizer às pessoas ali: ‘Você está errado e precisa mudar’”. Contudo, em vez de condenar, decidiu que deveria mostrar o espírito cristão. Essa decisão trouxe alguns resultados inesperados. “Nos três primeiros anos, eu era literalmente o único homem hétero da redondeza. As pessoas começaram a falar comigo sobre Deus, a igreja e a Bíblia. As pessoas faziam muitas perguntas sobre isso para mim.”
Essas conversas deram origem ao que hoje é uma organização que trabalha em todos os Estados Unidos. Um dos aspectos mais incomuns do trabalho da Fundação Marin são os encontros onde pessoas de diferentes ponto de vista se reúnem para debater questões referentes a fé cristã e sexualidade. Alguns participantes são pessoas que abandonaram a igreja por causa de sua atitude em relação à homossexualidade. Há casos interessantes, como o de dois cristãos gays que chegaram a conclusões muito diferentes sobre a fé e sexualidade.
Will é abertamente gay e serve como pastor da Igreja Metodista Unida. Ele disse ter resolvido uma “tensão criativa” que sentiu inicialmente entre sua vocação para o ministério e sua sexualidade. Enquanto isso, Brian mesmo sabendo que é gay, deixou que sua teologia tradicional o fizesse escolher uma mulher para casar. A Fundação Marin acredita que a conversa educada e franca entre pessoas de todas as perspectivas é essencial para que os cristãos tratem essas e outras questões sobre a sexualidade de uma forma mais eficaz.
Nem todo mundo está convencido de que os evangélicos estão prontos (nem preparados) para ter essas discussões. O professor Mark Jordan, teólogo da Universidade de Harvard especialista no entendimento cristão da sexualidade, convocou um grupo internacional de estudiosos para tentar resolver o que ele chama de “impasse” nos debates atuais sobre religião e sexualidade. Ele sugere que pode ser hora de “uma espécie de cessar-fogo, em que podemos parar de gastar todas as nossas energias criticando uns aos outros o tempo todo”.
Andrew Marin admite que algumas igrejas continuarão a se concentrar apenas na “cura” dos gays, enquanto outras simplesmente darão boas-vindas aos homossexuais. Embora seja essa a crítica que ele mais ouve, o pastor Andrew insiste que seu foco está em permitir que os gays que desejam conhecer o cristianismo tenham essa oportunidade.
Fonte: Pavablog

Parada Gay tem prévia hoje com Feira Arco-Íris


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om o tema “Amor sem preconceito”, a Parada Gay chega à sua 6ª edição com expectativa de reunir cerca de 40 mil pessoas no último dia de mobilizações da Semana do Orgulho LGBT de Uberaba, que acontece neste domingo, dia 2. Estão confirmadas as presenças de Dimmy Kieer, o ex-BBB Dicesar e Kayron Leew. Hoje, na Feira Arco-Íris da praça Dom Eduardo, às 20h, DJ Lucas Ribas (Pim Pim), cantora Naty e show de drags adiantam um pouco da comemoração do fim de semana.
A concentração está marcada para as 14h na avenida da Saudade, na praça do cemitério, mas, de acordo com a coordenadora Sueli Arantes, a marcha está prevista para começar às 16h, em novo percurso. Devido às obras do projeto Água Viva, a caminhada com os dois trios elétricos, com DJs Marco Túlio e Sandro Lúcio, seguirá por trecho da avenida Nenê Sabino e a manifestação com o show de encerramento da semana será na praça Pôr-do-Sol, em frente da Universidade de Uberaba (Uniube), com DJ Pim Pim.
De acordo com Sueli, a troca de camisetas está acontecendo na rua Cavaliere Salvador Bruno, 114, no bairro Mercês, por cinco quilos de alimentos não-perecíveis. A arrecadação será distribuída a instituições sociais. Durante o Concurso Miss Gay, Mister Gay, Miss Trans e Glamour Gay, no Clube Sírio Libanês, no último dia 24, já foram arrecadados 500kg de produtos alimentícios.
O evento conta ainda com o apoio do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e das secretarias de Saúde, Trânsito, Meio Ambiente e Turismo e Fundação Cultural de Uberaba.

Polémica aplicação para descobrir se o filho é gay

Uma polémica aplicação para aparelhos com Android promete ajudar pais a descobrirem se os seus filhos são homossexuais. Desenvolvido pela Emmene-moi, o programa Mon Fils Est-Il Gay? (meu filho é gay?) é vendido por € 1,99 no Android Market, loja oficial de aplicações para a plataforma do Google.
"Tem dúvidas?", diz a descrição do app, que apresenta 20 questões para saber se está «tudo em ordem com o seu filho».
Algumas das perguntas que a aplicação faz, diz o Huffington Post, são: "Ele gosta de se vestir bem?", "Ele gosta de futebol?", "Ele gosta de cantoras divas?", "Ele passa tempo a preparar-se antes de ser visto em público?" e "Ele já o apresentou a alguma namorada?".
Segundo o Huffington Post, a pessoa que solicitou a criação da aplicação à Emmene-moi disse que o programa foi concebido como uma proposta brincalhona, divertida, com o objectivo de «ajudar mães a aceitar a homossexualidade dos seus filhos» através do humor.  

Lea T diz que transexual é o lixo do mundo


Transexual e modelo, Lea T resolveu desabafar sobre tudo em entrevista ao programa “De Frente com Gabi”, de Marília Gabriela, no SBT. Ela afirmou, categoricamente, que o transexual hoje é tratado como lixo no mundo todo.
“A moda não tem coração. Joga pesado. O gay sofre muita discriminação, mas a transexual é mais. Infelizmente a transexualidade é rejeitada em todos os lugares do mundo. Somos o lixo do mundo”, disparou.
A top contou ainda que sente-se mal todos os dias por conta e sua opção sexual. “Minha mãe fala que desde pequeno eu rebolava muito. A melhor descrição para como me sinto é tentar colocar os sapatos invertidos e andar com eles assim o dia todo. Seu corpo não se encaixa com a sua alma. É uma angústia”, revelou.
“Sofremos bullying seja quando mostramos os documentos, seja quando escutam a nossa voz, para arrumar empregos...”, alertou Lea T.
Além disso, a transexual enfatizou a diferença da transexualidade e da homossexualidade: “Ser gay é algo mais sexual. A transexualidade é um gosto. Eu posso ser lésbica e transexual”.
“Tem dias que você se odeia e pergunta por que Deus fez isso com você”, desabafou. Na espera para se submeter a um processo cirúrgico e, enfim, mudar de sexo, Lea contou alguns segredinhos que usa na hora de desfilar.
“Tenho que usar uma calcinha bem apertada por baixo do biquíni e colocar ‘ele’ para trás”, revelou Lea T, referindo-se ao órgão sexual.

Lady Gaga homenageia fã gay que se suicidou

Lady Gaga prestou no passado fim-de-semana, em Las Vegas, uma homenagem a um fã, Jamey Rodemeyer, que se suicidou no passado dia 17 deste mês, por não aguentar mais ser motivo de “chacota” devido à sua orientação sexual.
 
Na introdução da música "Hair", Lady Gaga pede atenção do público e diz que um "pequeno monstro [forma como ela se refere aos seus fãs] desapareceu na semana passada". Algumas imagens de Jamey surgem no ecrã com frases que ele próprio dizia nos seus vídeos postados no YouTube: "Adeus mãe monstro, obrigado por tudo que tu fizeste".
No decorrer da canção, Lady Gaga interrompe mais uma vez para dizer que o "bulling é a prática dos perdedores". Rodemeyer alertava nos seus vídeos que era vítima constante de bulling homofóbico na escola que frequentava. O jovem dizia ainda que não sabia mais o que fazer para chamar à atenção as pessoas que praticavam bulling e que tanto o faziam sofrer.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Primeiro casamento gay de Maringá Poliana Lisboa

189 anos depois da Proclamação da Independência, às margens do Córrego Morangueiro em Maringá dois jovens dão um passo em busca de igualdade. Do início da noite de ontem até parte da madrugada de hoje, Anderson e Maycon comemoraram o casamento deles. O primeiro entre pessoas do mesmo sexo a ter bênção religiosa na cidade.
O evento foi realizado na Associação dos Cabos e Soldados do 4° Batalhão de Polícia Militar. A escolha se deu pela segurança oferecida. O casamento foi concebido para evitar a exposição desnecessária dos noivos, que não revelaram os sobrenomes deles.
A cerimônia religiosa foi presidida pelo pastor Célio Camargo da Igreja de Comunidade Metropolitana de Maringá, única na cidade a aceitar fiéis homossexuais. "Como ministro religioso, declaro abençoado esta união realizada hoje (ontem). Também desejo de todo o meu coração que vocês sejam muito felizes. Porque vocês são filhos de Deus, não importa a opção sexual", disse.

Ricardo Lopes
Anderson e Maycon recebem as bênçãos do pastor Célio Camargo, da Igreja de Comunidade Metropolitana

Anderson e Maycon contam que o pioneirismo do casamento não está só na assinatura da União Estável Homoafetiva. "Somos os primeiros a celebrar esta união com uma festa para os convidados. Queremos mostrar que homossexuais devem ter o mesmo direito de héteros", afirma Maycon.

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O documento assinado foi de união estável homoafetiva - reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em cinco de maio de 2011. Antes, eles fariam apenas um contrato de união estável comum, como sócios, e uma festa; agora têm direitos como companheiros. Mas, juridicamente, os homossexuais não têm direito ao casamento civil. A exceção ocorreu em junho deste ano, em Jacareí (SP), onde um casal conseguiu na Justiça o direito de converter a união estável deles em casamento civil.
"O documento nos dá uma segurança jurídica. Conhecemos muitos casos em que um morreu e todos os bens que eles conquistaram juntos, por não terem a união reconhecida, foram para a família. Queremos dividir nossos bens e garantir o futuro um do outro", explica Maycon.
Na passagem de ano de 2007 para 2008, ele estava em Campo Mourão com a família quando conheceu Anderson. Desde aquele início de ano, eles moram juntos em Maringá. Maycon lembra que este foi o primeiro relacionamento homossexual dele.
Anderson, que foi amasiado com a mãe dos dois filhos dele por três anos, destaca que ama o parceiro independe do fato de ele ser homem. "Gosto do Maycon como pessoa. Gostaria igualmente se fosse uma mulher", afirma.
O casamento era um sonho deles. A possibilidade foi considerada ainda em 2008, mas problemas financeiros adiaram a celebração. Em seis de setembro de 2010, data do aniversário de Anderson, Maycon o presenteou com uma aliança de compromisso. "Eu disse que só aceitaria se a aliança fosse dourada, acompanhada de um casamento", conta.
Em uma sociedade preconceituosa - eles já ficaram nove meses à procura de uma casa para alugar, pois os proprietários não aceitavam um casal homossexual como inquilino -, eles conseguiram apoio de muitos amigos que ajudaram para que a festa fosse realizada.
Uma amiga íntima, que acompanhou todos os passos da organização do evento, ficou emocionada com a cerimônia e comentou: "Eles estão sendo muito corajosos por assumir esta relação e pelo pioneirismo neste passo para igualar os direitos de héteros e homossexuais".