quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Presidente da ABGLBT afirma que pedirá direito de resposta no programa do Pastor Silas Malafaia

Presidente da ABGLBT afirma que pedirá direito de resposta no programa do Pastor Silas Malafaia
O presidente da ABGLBT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), Toni Reis, afirmou que pedirá direito de resposta no programa Vitória em Cristo, após a afirmação do Pastor Silas Malafaia que irá mover ação na justiça contra a Associação. “Nós iremos encontrar o Ministro das Comunicações para tratar desse assunto, e dizer ao Ministro que toda vez que ele nos citar no programa, iremos pedir direito de resposta”, afirmou Reis.
Segundo o Holofote, Reis entende que quando Malafaia sugere que a Igreja Católica deve retaliar as provocações do movimento gay, está incentivando a violência, e que a comunidade gay foi lesada com as afirmações do Pastor.
“O que nós fizemos foi encaminhar uma procuração para o Ministério Público Federal investigar o programa do Malafaia”, afirmou o ativista gay, que não fez nenhuma afirmação em relação ao vídeo usado na acusação, que segundo Malafaia, era forjado. O vídeo já foi retirado do YouTube.

Zoológico do Canadá quer separar casal de pingüins gays

Bastou cogitar separar um casal gay de pingüins africanos, que o Zoológico de Toronto, em Ontário, no Canadá virou alvo de criticas de ativistas gays e veterinários. Os dóceis Buddy e Pedro se comportam como um casal, namoram, não se separam e até fazem a dança do acasalamento. Mas o zoológico quer colocar os mocitos separados, juntos com outras fêmeas, já que a espécie está ameaçada de extinção. "É uma questão complicada, mas eles parecem estar em uma relação amorosa de algum tipo", afirmou o presidente do zoológico Joe Torzsok ao jornal Toronto Star.

Na década de 90, o zoológico de Manhattan cogitou transferir Roy e Silo, dois pingüins que cativaram a comunidade local que fez vaquinha e baixo assinado para não separarem o casal. A história teve um final feliz, eles acabaram permanecendo no Zoo do Central Park e até adotaram Tango, um filhote nascido de um ovo rejeitado pelos pais naturais e chocado pelo casal de animais gays. A história virou uma bandeira na comunidade gay e é usada para exemplificar como as leis de igualdade entre seres humanos podem criar finais felizes. O conto real virou o livro infantil “Com Tango, somos três”. Em outros países e até na natureza, já foram verificados casais pinguins gays. Muitos deles, chegam a simular que uma pedra é um ovo (caso de Roy e Silo) ou roubam ovos dos outros casais. A homossexualidade entre animais vertebrados já foi registrada em mais de 450 espécies.

Cena de sexo gay em Glee gera polêmica

O seriado Glee, famoso por defender minorias, causou polêmica ao anunciar, nesta terça-feira (8), o episódio que mostrará a “primeira vez” de dois casais de personagens. Apesar de ser uma abordagem comum nas séries adolescentes, o público mais conservador ficou indignado com o conteúdo do episódio, pois um dos casais que aparecerá em cena de sexo, é formado por Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss), um casal de homossexuais. O outro par romântico que perde a virgindade no capítulo é Rachel (Lea Michele) e Finn (Cory Monteith).
A propaganda gerou polêmica e protestos nos Estados Unidos. O “Culture and Media Institute” divulgou um comunicado afirmando que o seriado promove uma "propaganda homossexual" e que está "ultrapassando os limites do que é aceitável na TV aberta". Já o Conselho de Pais para a Televisão (PTC, na sigla em inglês) disse que o problema não é o gênero dos personagens, mas a idade deles. Antes da exibição, a Fox não quis se pronunciar sobre o fato.
 
A Globo exibe a primeira temporada de Glee nas manhãs de sábados e já chegou a prometer que não haverá cortes na transmissão desta fase do seriado. As informações são da Folha de São Paulo.

Saúde pesquisará comportamento gay para tentar prevenir a Aids


São Paulo - Uma pesquisa que será realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende mapear o comportamento gay para aperfeiçoar programas de prevenção à aids. Cerca de mil questionários serão aplicados ao longo dos próximos três meses do projeto na região central da cidade. Além dos questionários, serão oferecidos testes de HIV.

Batizado de projeto SampaCentro, o estudo, elaborado em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, tem por objetivo conhecer melhor os hábitos de gays, homens que fazem sexo com homens e travestis no centro de São Paulo e sobre práticas sexuais e prevenção do HIV, além de possibilitar o aprimoramento das ações de prevenção à Aids. 

Dados epidemiológicos do programa estadual de DST/Aids, da Secretaria, apontam que a prevalência de HIV/Aids entre a população geral é de 0,6%, enquanto em gays e outros HSHs (homens que fazem sexo com homens) chega a 10,5%.

A pesquisa, coordenada pelo Centro de Referência em DST/Aids será feita nos bairros da República e Consolação. Serão abordados frequentadores de bares, boates, academias, cinemas e outros espaços da região central. Quem aceitar colaborar voluntariamente com a pesquisa irá responder um questionário objetivo de caráter sociocomportamental e será convidado a realizar um teste anti-HIV. 

O teste de HIV será realizado em um posto itinerante do projeto, que pode funcionar em uma van ou dentro dos estabelecimentos onde os pesquisadores estiverem atuando. Os dias, horários, locais e até as pessoas que serão abordadas serão escolhidos por sorteio para garantir a representatividade do trabalho.

Fonte diz à site britânico que Justin Bieber supostamente teria ido à um bar gay depois do MTV EMA 2011

Fontes dizem que Justin Bieber teria ido a uma festa em um clube/bar gay depois do MTV Europe Music Awards 2011, na noite de domingo. A festa, na verdade, era a after party do Europe Music Awards 2011, onde o grupo LMFAO também estava presente.
Depois de ganhar dois prêmios EMA - Best Pop e Best Male - Justin optou festejar e passar a madrugada de segunda-feira no Kremlin, um clube gay, de acordo com TheSun.co.uk. Abaixo, veja o que uma fonte disse ao site:
“Justin conseguiu livrar-se dos milhares de fãs que o seguiam por toda a cidade. Depois do VMA, ele foi a um bar gay da cidade com sua namorada Selena Gomez, antes de serem descobertos em segredo. As Beliebers ficaram esperando lá fora na frente do hotel para vê-lo, mas ele escapou por uma entrada lateral utilizada para as entregas de cozinha e depois deixou o local pelo mesmo caminho. “
Se é verdade, Justin Bieber certamente não seria a primeira celebridade do sexo masculino a se divertir um pouco em um bar gay. Outros, como Zac Efron, Taylor Lautner e o príncipe Harry, também já festejaram em clubes destinados a gay.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Grupo Gay Pede Punição a Emissoras que Produzem Ofensas

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) encaminhou ofício ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, pedindo providências sobre as concessões públicas de televisão pois teriam se sentido ofendidos por programas religiosos nas emissoras comerciais.
O grupo se sentiu atingido por declarações do pastor Silas Malafaia, que apresenta o programa “Vitória em Cristo” nas emissoras Bandeirantes e Rede TV, e alegou que os programas religiosos frequentemente ofendem os homossexuais.
De acordo com o Observatório do Direito à Comunicação, Toni Reis, presidente da ABGLT declarou que “Malafaia vinha nos ofendendo em várias situações nos seus programas. Só que agora ele incentiva à violência, diz para abaixar o porrete na gente. Por isso nós pedimos providências ao Ministério das Comunicações e ao Ministério Público também”.
A ABGLT quer que haja alguma punição às emissoras que fazem declarações ofensivas aos direitos dos homossexuais pretendendo com isso que essa prática seja inibida nos meios de comunicação.
Segundo Toni Reis, Malafaia não estaria aberto ao diálogo, e por isso eles solicitaram providências ao Ministério das Comunicações. “Nós entramos também com uma ação no Ministério Público Federal e vamos utilizar todos os meios legais a que tivermos acesso aqui no Brasil”. De acordo com ele, a idéia não é judicializar tudo, é de primar sempre pelo diálogo, mas garante que “a partir do momento em que isso se fizer necessário, vamos fazer sem sombra de dúvida”, conclui Toni.
Até o momento, nem o Ministério das Comunicações nem o pastor Silas Malafaia se pronunciaram sobre o assunto.

Apesar de conquistas, gays esperam por lei que assegure direitos

MARJORIE BASSO
O reconhecimento da união estável entre casais do mesmo sexo e, recentemente, o casamento civil de duas gaúchas estão sendo considerados as grandes vitórias dos homossexuais. Mas independentemente de a Justiça ter sido favorável, militantes e especialistas garantem que faltam leis que assegurem os direitos dos homossexuais.
Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) validar o casamento, na última terça-feira, a ex-desembargadora e especialista em direito homoafetivo, Maria Berenice Dias, publicou em sua página na internet o artigo 'Casamento sem escalas'. O texto traz que "diante da total omissão do legislador" há uma década o Judiciário tem reconhecido que "a falta de lei não quer dizer ausência de direito".
"A partir do momento que tivermos lei, teremos mais segurança jurídica. Esse julgamento do STJ é o mais significativo para os homossexuais. Antes dele as pessoas de mesmo sexo já estavam casando, só que elas faziam a conversão de união estável em casamento. Agora, o casamento é o mesmo para homossexuais e heterossexuais", explica.
Para tentar suprir essa carência específica, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) lançou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que está em fase de coleta de assinaturas. O documento dispõe sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo e propõe a alteração no texto da Constituição Federal. A proposta precisa de 171 assinaturas para ir à votação, mas até agora só conseguiu cerca de 90, segundo a assessoria do deputado.
"A grande dificuldade de aprovação de leis que assegurem o direito dos homossexuais está nos políticos. A maior parte deles faz parte de um grupo muito conservador. Em 1996, 7% da sociedade apoiava a causa homossexual, hoje são 45%, mas precisamos do apoio de pelo menos 60% para que os parlamentares sejam favoráveis. Eles, ao contrário do judiciário, dependem de voto e agem pensando nisso", destaca o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis.
Para Maria Berenice Dias, o que precisa virar lei com urgência é a criminalização da homofobia. "Para isso sim precisamos de uma lei, pois ninguém pode ser condenado sem uma lei", diz. Segundo a advogada, até em virtude dos avanços, os crimes de ódio contra os homossexuais têm aumentado significativamente.
De acordo com o militante LGBT e ativista político Maicon Nachtigall, somente no ano passado o Brasil teve 260 homicídios de homossexuais."Não apenas gays e lésbicas sofrem com o preconceito, familiares e amigos de LGBTs também sofrem constrangimento e a PLC 122 trata de proteger a todos, inclusive heterossexuais que são confundidos com gays e agredidos."
Conservadores querem plebiscito
Em contrapartida ao que prezam os militantes da causa gay, os conservadores são contra o casamento civil de homossexuais e a criminalização da homofobia. Por enquanto, pelo menos no Congresso, eles são maioria. Ao contrário do deputado Jean Wyllys que ainda não conseguiu angariar todas as assinaturas para sua PEC, o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) protocolou na última quinta-feira um projeto para a criação de um plebiscito. "Eu quero ouvir da boca dos 95% dos brasileiros católicos se eles querem ou não o casamento entre pessoas do mesmo sexo", disse.
Necessitando de somente 171 assinaturas válidas, o deputado apresentou 186 para "garantir". Para Feliciano, o Supremo e o STJ estão passando por cima das leis e legislando e a isso se deve "a fúria dos deputados". "O PSC não é contra os homossexuais, mas o que se propõe na comunidade LGBT não é família, formada por um pai e uma mãe que geram filhos, se duas pessoas do mesmo sexo querem morar juntas que morem, o que não se pode é ferir a Constituição."
O deputado também é contrário ao projeto de criminalização da homofobia. Isso, no seu entender, seria uma "proteção a mais". "Já existem leis para a pessoa que agride ou mata a outra. O que estamos vivendo nesse País hoje é uma ditadura gay. Estão tentando impor goela abaixo a criação de uma nova raça", finaliza.