segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Parada da Diversidade leva população às ruas de Curitiba

População participa de parada gay em Curitiba. Foto: Joyce Carvalho/Especial para Terra
População participa de parada gay em Curitiba
Foto: Joyce Carvalho/Especial para Terra

JOYCE CARVALHO
Direto de Curitiba
As chuvas fracas, o friozinho e o feriadão da Proclamação da República não desanimaram os participantes da Parada da Diversidade, que está sendo realizada na tarde deste sábado em Curitiba (PR). Uma verdadeira festa a céu aberto, com direito a roupas extravagantes, empolgou o público de gays, lésbicas, travestis e transexuais. A parada também chamou atenção de muitos curiosos e de quem é contra o preconceito. Com o tema, "Estamos ao Redor do Mundo", a manifestação percorreu as ruas Barão do Serro Azul e Cândido de Abreu, no Centro Cívico da capital paranaense.
Esta é a 14º Parada da Diversidade em Curitiba. "A parada já entrou no calendário oficial de eventos da cidade. O público já sabe e fica até cobrando a data", comenta Márcio Marins, coordenador geral da Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD), que organiza o evento todos os anos.
A atendente Rafaela Moraes, de 21 anos, era uma das que mais chamava atenção durante a parada, fantasiada e usando um guarda-chuva todo colorido. "Esta é a minha quarta parada. É algo que a gente espera durante todo o ano. A parada serve para fazer com que os outros não olhem os travestis apenas como profissionais do sexo. Levamos uma vida normal, como qualquer outra pessoa. Hoje sou feliz por ser reconhecida", comenta. Rafaela está terminando o ensino médio e, na chamada dentro de sala, tem o nome que escolheu mencionado todos os dias.
O comissário de voo Thiago Soares diz que é importante participar da Parada da Diversidade para acabar com o preconceito. "Tem muito ainda, mas está melhorando aos poucos", considera. Esta é a sexta parada dele em Curitiba. Thiago também participou de outras três em São Paulo. "É tudo muito bom. Aqui em Curitiba dizem que não tem Carnaval. Então aproveitamos a data da parada para isto", brinca.
O atendente Victor Mendes foi para a parada vestido como Cisne Negro. "Vim caracterizado para mostrar a parte artística do lado gay. Mostrar que a gente tem esse poder", afirma. O auxiliar de crédito Yuri Portmann destaca que o mais importante da festa é justamente a diversidade. "Como gay, gosto da parada. Qualquer um tem que se respeitado", comenta. Esta é a quarta parada dele em Curitiba.
Muitas famílias também se integraram no evento. A doméstica Zélia de Matos Cordeiro levou as filhas Tainara, de 13 anos, e Nicole, de 3 anos. "Ouvimos no rádio sobre a parada e resolvemos vir prestigiar. Saímos de Contenda (cidade da região metropolitana) para vir até o Centro Cívico acompanhar tudo. Chamamos os amigos para virem, mas eles não acreditaram", conta Zélia, que tirou muitas fotos para depois mostrar para os amigos.
O comércio também entrou no espírito da parada. As lojas na região colocaram bexigas coloridas e os ambulantes vestiam adereços com as cores do arco-íris. "Esta é a sexta vez que eu venho trabalhar na parada. Vale muito a pena. É a melhor galera. Todos são muitos educados", avalia a ambulante Marta Pereira.

Parada da Diversidade de Curitiba 2011

Nota oficial da APPAD sobre o adiamento da Parada da Diversidade 2011

A Associação Paranaense da Parada Diversidade é uma organização não—governamental sem fins lucrativos que atua na defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, executando projetos de prevenção às DST – HIV/ Aids e de promoção do acesso à Cultura.
Desde 2005 a APPAD realiza em Curitiba a Parada da Diversidade sem receber nenhum financiamento privado, e contando apenas com a prestação de serviços de pessoas que, voluntariamente, empregam esforços para colaborar com a execução do evento.
A Parada da Diversidade de Curitiba é um evento de grande porte e, como tal, necessita passar por diversos trâmites burocráticos. Pode-se destacar entre eles as 18 autorizações necessárias para que o evento seja liberado pelo poder público.
Este ano, exclusivamente, a cidade de Curitiba conta com uma Comissão de Grandes Eventos, que delibera liberando ou não a realização de shows, paradas e afins, conforme determina a lei 10906/2003.
Devido à um audiência pública realizada pelos moradores do Centro Cívico, que reclamaram de um outro evento sediado no mesmo local, a Comissão decidiu por permitir que somente um evento por mês ocupasse a Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Nesse sentido, a organização da Parada da Diversidade foi informada que o calendário de eventos para os meses posteriores já estaria preenchido, sendo que, conforme descrito anteriormente, será permitido somente a realização de UM EVENTO mensal e, no mês em que a parada seria realizada, como é de conhecimento de todos e todas, já foi realizado o desfile de 7 de setembro.
Por sugestão dos órgãos competentes, a APPAD foi aconselhada a mudar o trajeto do evento em questão para não atrasar a data.
Com o objetivo de não decidir nada autoritariamente, a Associação da Parada da Diversidade, que é dirigida de forma colegiada, realizou ontem, dia 13 de setembro, uma reunião aberta à comunidade que contou com a presença de mais de 40 pessoas (lista de presença disponível) que, de forma democrática, votaram por continuar insistindo na realização da Parada da Diversidade no mesmo trajeto dos anos anteriores, tendo como segunda opção o trajeto orientado pela prefeitura (Mal. Deodoro), contudo, paradas não são realizadas sem custo, e são necessários, no mínimo, 40 dias para liberar os apoios públicos de infraestrutura que colaboram com a execução do evento. Dessa maneira, vale ressaltar que a insistência será possível somente para o mesmo local, não para a mesma data.
Como sugestão dos/das participantes da reunião, ficaram decididas como possíveis datas para a realização da Parada da Diversidade 2011 os seguintes dias: 06 ou 13 de novembro. Porém, as datas citadas também dependem das devidas confirmações.
A resposta da Secretaria Municipal de Urbanismo pode ser verificada no site da Prefeitura Municipal de Curitiba ( http://www.curitiba.pr.gov.br/ ), protocolo 01-93795/2011.
A organização da Parada da Diversidade está à disposição para possíveis elucidações, visto que é a instituição responsável jurídica e extra judicialmente pela execução do evento. Além disso, os documentos comprobatórios dos processos em questão estão disponíveis para consulta pública.
Contamos com a compreensão de todos e todas
Coordenação Geral (41) 9109 1950
Assessoria de Comunicação (41) 9957 2181

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jogador inglês diz que virou gay após derrame


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O britânico Chris Birch, 26 anos, que jogava rúgbi e estava noivo, disse que virou gay após sofrer um derrame cerebral em 2005. Ele largou a noiva e virou cabeleireiro. Hoje, vive com o namorado em um apartamento em cima do salão onde trabalha. "Acho que sou mais feliz do que nunca", disse Birch.
Segundo informações da BBC Brasil, Birch tentou dar um salto mortal de costas para os amigos verem em um campo de rúgbi, mas caiu. Ele sofreu um derrame após quebrar o pescoço.

"Quando eu acordei, eu era gay. E ainda sou", disse.

"Sei que parece estranho, mas, quando ganhei consciência, eu imediatamente me senti diferente. Eu não estava mais interessado em mulheres. Eu era definitivamente gay. Eu nunca tinha sentido atração por homens antes. Eu nunca tive

Rio é eleito pela segunda vez destino gay do mundo Qui, 10 de Novembro de 2011 15:36

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O Logo, canal da MTV americana voltado para o público LGBT, elegeu o Rio de Janeiro como o destino gay mais sexy do mundo
. Com 48% dos votos, o Rio venceu a disputa pelo segundo ano consecutivo após superar as cidades de Madrid, na Espanha, Portland, no Oregon, Estados Unidos. St. Tropez, na França, Buenos Aires e a capital da Suécia, Estocolmo.
"O título só reforça que turistas do mundo inteiro e de todas as tribos são bem recebidos no Rio de Janeiro. Temos feito um grande trabalho para atrair cada vez mais o público gay. Trata-se de um mercado importante, que movimenta bilhões de dólares anualmente " comemora o secretário Especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Ruas interditadas para a Parada Gay neste domingo

Nesta quinta-feira (10) a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) informou quais as ruas que serão interditadas para a Parada Gay de Maceió neste domingo (13). A interdição acontecerá a partir de 08hs no trecho de concentração, que compreende as Ruas Sampaio Marques e João Camerino, ambas no bairro do Jaraguá. A partir de 11hs serão interditadas as demais vias ao longo do percurso, que são:
Avenida Cícero Toledo com Rua Sampaio Marques (retorno antes da Antônio Gouveia); Rua João Camerino com Desembargador Almeida Guimarães; Desembargador Almeida Guimarães com Antonio Ferreira Rodrigues (rua antes do Hotel Enseada); Desembargador Almeida Guimarães com Travessa Antonio Gouveia (por trás do Posto Jangadeiros Alagoano); Desembargador Almeida Guimarães com Dr. Lessa de Azevedo (cruzamento da Sorveteria Bali); Jangadeiros Alagoanos com Conde de Irajá (cruzamento por trás do Imaculada da Conceição); Jangadeiros Alagoanos com Domingo Lordeeslens (Farmácia Ana Paula); Jangadeiros Alagoano com Teófilo Otoni (1° cruzamento após a Farmácia Ana Paula); Jangadeiros Alagoanos com Julio Plech Filho (cruzamento do Bompreço); Rua Jangadeiros Alagoano com Demócrito Barroca (cruzamento em frente a Praça Lyons); Avenida Antônio Gouveia com Rua Demócrito Barroca.

A interdição da Rua Demócrito Barroca terá início a partir das 07hs, com uma viatura BPTRAN e uma viatura SMTT, até serem substituídos por agentes a partir das 11hs.
À medida que o evento avançar, em direção ao sete coqueiros, as ruas serão liberadas a critério do oficial responsável.

O casamento gay do ano

André Piva, Carlos Tufvesson e Nikita /Foto: Vera Donato
“Não pode existir uma ‘noiva’ que tenha dado mais trabalho do que eu… Como noivo, é claro”. Assim começou o papo com Carlos Tufvesson, ex-estilista e atual coordenador da pasta da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio de Janeiro, que está a uma semana de sua festa de casamento com o arquiteto André Piva, seu companheiro há 16 anos. Eles tentaram fazer na Vara de Registro Público a conversão da união estável para casamento, mas a Vara negou o pedido, contrariando decisão do STF. Ainda que o recurso não seja julgado a tempo, o casal será “abençoado” pela juíza de paz Maria Vitória, que oficializou as uniões de celebridades como Glória Pires e Orlando Morais, Carolina Dieckmann e Marcos Frota e de Jayme Monjardim e Tânia Mara. Maria Vitória, inclusive é uma das melhores amigas da estilista Glorinha Pires Rebello, mãe de Tufvesson — as duas estudaram juntas no Instituto de Educação (ISERJ).
A data foi marcada propositalmente para o dia 14, data do aniversário de Piva, seu marido há 16 anos, e a cerimônia será no Museu de Arte Moderna, no Rio. A família toda — tanto de um lado quanto do outro — está empolgadíssima, mas ninguém chega aos pés de Glorinha, que sempre “inventa alguma nova história” para o festão, e sua avó, Maria Luiza Pires Rebello, que vai ser madrinha de honra. “Todo mundo que conhece a minha vida sabe quanto eu sou ligado à família e quanto a presença da minha avó é importante. Ela sempre viu a gente como um casal e na cabeça dela, não dá pra entender o motivo de não concretizar isso. E olha que minha avó é supercatólica”, diz Tufvesson.
A aliança, confeccionada pelo designer Ricardo Filgueiras, vai permanecer a mesma que eles já usam. “Mas agora vamos mandar imprimir a data da cerimônia”. E a lua de mel? “Não vamos ter por enquanto, porque eu trabalho logo no dia seguinte, por conta dos preparativos do Dia Mundial de Combate a Aids, no dia 1º de dezembro”. O patrão de Tufvesson, o prefeito Eduardo Paes, já avisou que não vai poder estar presente — além de ser a data de seu aniversário, é também a data do aniversário da sua filha e a família Paes sempre festeja fora do país. A entrevista vem impressa em nossa revista ÉPOCA que chega hoje às bancas.
Por que casar depois de 16 anos juntos?Sou solteiro até hoje, mesmo passando tantos anos da vida ao lado do André. Ele é meu amigo? Divide aluguel comigo? Não… Isso é uma falsidade ideológica. Ele é meu marido e a decisão do Supremo Tribunal Federal não obriga ninguém a casar. Lutei muito tempo pra que a gente tivesse esse direito, o reconhecimento do estado de cônjuge. Me conforta saber que se eu sair daqui e for atropelado, o André não vai ser tratado no hospital como um visitante, um amigo e sim como meu marido. Isso é fundamental porque é apenas a expressão da verdade. Atualmente os gays lutam para ter o direito de se casar enquanto os héteros estão se separando. Minha mãe foi casada três vezes e nenhuma durou mais de dez anos, assim como várias amigas.
Como estão os preparativos?Estou totalmente envolvido nisso, mas é a primeira vez que eu organizo um casamento – fazia só as noivas – e digo que casar é fácil, mas fazer lista é a pior coisa. Fui criado por mulheres, trabalhei para mulheres fortes a vida inteira e me dei conta de que, por incrível que pareça, é absurda a maneira que anulam a mulher no convite colocando o marido à frente. O que é isso? No meu casamento o nome da mulher vem primeiro, porque acho uma questão de educação. Aliás, na maioria das vezes, eu conheço a mulher e não o marido. Hoje, a mulher trabalha, é profissional e essa coisa de dondoca acabou. Antes de mudar o esquema com a Thaïs (de Carvalho Dias, a cerimonialista) parecia uma festa gay, só com machos.
O próximo passo seria a adoção?O conceito de família não está vinculado à procriação. Se alguém tem que pensar em procriação é em como contê-la. Eu luto para que as pessoas tenham direito à adoção, por mais que eu não queira adotar.
E como está a repercussão entre os amigos?Eu tenho notado um carinho enorme dos nossos amigos. Engraçado que eu trabalho no mercado de casamento há bastante tempo, e todo mundo só liga pra mim perguntando sobre a roupa que deve usar. Não sou o estilista desse casamento, sou o noivo, entendeu? (risos). E nem quero saber da minha roupa. Na boa, até pedi para minha mãe fazer a roupa da minha avó, para eu não ter que me preocupar.
O que a festa terá de diferente?Eu nunca adiantei um desfile meu. Não dizia nem a cor que ia para passarela. Não estou antecipando nada, porque não estou vendendo convites para uma festa. As pessoas não vão pelo que vai acontecer, mas por nossa causa. Mas é óbvio que preparamos tudo com muito carinho. O mais complicado é fazer as pessoas entenderem que não é nada demais, é um casamento como outro qualquer. Vai aí um aviso: não se decepcionem porque não terá malabaristas, gogo boys e outras loucurinhas, porque nunca vi um casamento moderno ser incrível.
Qual o segredo de uma longa união?Fui criado achando que o casamento tinha prazo de validade e tenho pavor do ‘para sempre’. Demorei oito anos para fazer uma tatuagem porque é uma coisa irreversível e hoje a considero um Viagra ambulante. O grande segredo do casamento é o dia a dia e sempre tratar o seu ‘marido’ como namorado. É estar enamorado todos os dias.
Foto: Vera Donato
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1ª Paradinha Gay do Rio Vermelho acontece em dezembro

1ª Paradinha Gay do Rio Vermelho acontece em dezembro
O Rio Vermelho está prestes a realizar a sua primeira parada gay! Intitulada 1ª Paradinha Gay do bairro, a passeata em apoio às causas LGBT acontecerá no largo da Dinha, no dia 3 de dezembro, das 17h ás 22h, e contará com atrações musicais, performances e exposições fotográficas.

Haverá ainda um palco instalado na praça, onde acontecerão apresentações das bandas Chita Fina, Limusine e a Charanga de Canaveiras, além da participação especial de Jota Veloso, Karol Guattolini, Marilia Sodré e a cantora Stela Maris. A festa contará também com a performance do elenco do espetáculo “Sou Transformista, Mereço Respeito”.

No comando da música, o DJ Phelphz e Dj Pimenta em um set todo preparado especialmente para o evento.

O evento está sendo promovido pelo Gapa Bahia, Ofá produções e o site Dois Terços que pretendem divertir e conscientizar a população sobre a prevenção da AIDS, dando continuidade à campanha do Dia Mundial de Combate à doença, celebrado no 1º de dezembro.