sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bolsonaro pode fazer propaganda de lingerie para reforçar imagem contra kit gay


As polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) devem lhe render uma vaga de garoto-propaganda no comercial da marca de lingerie Duloren. No início, o convite era para uma participação ao lado da ex-BBB Ariadna Miranda, conforme divulgou a coluna de Ancelmo Gois. Bolsonaro recusou na hora, pois "só toparia aparecer ao lado de uma mulher e não de um homem". A empresa, interessada na polêmica, fez contraproposta para que o parlamentar aparecesse ao lado de uma modelo do tipo ′gostosona`. Bolsonaro aceitou, desta vez sem titubear.
As negociações estão avançadas e faltam apenas detalhes para a assinatura do contrato. A campanha deve ser divulgada somente em mídia impressa de setembro até o final do ano.
Segundo relato de Bolsonaro, ele posaria ao lado da modelo - que estaria de calcinha e sutien, claro. Na propaganda, teria a frase "esse kit eu aprovo". Tudo porque o deputado, acompanhado de outros colegas do Congresso, lutou para que a presidente Dilma Rousseff suspendesse a distribuição de kits que visavam a combater o preconceito contra os homossexuais. A turma de Bolsonaro apelidou o material de kit gay e venceu a queda de braço com o movimento LGBT. Agora, o interesse do deputado com a propaganda é colar essa imagem de parlamentar que ajudou a acabar com a circulação do material.
"A ideia quando falo essa frase na propaganda é de que aprovo esse kit de lingerie. Mas o kit gay, não. Esse eu não aprovo!", disse ele.
Mas o presidente da Duloren, Roni Argalji, nega que a ideia seja essa:
"A palavra kit não existe neste anúncio. Não existe. Eu não quero remeter a isso (à polêmica do material do governo contra a homofobia). O Bolsonaro posará ao lado de uma mulher apontando o dedo para ele (Bolsonaro) e dizendo que não concorda com ele. São duas pessoas de opiniões contrárias que estarão juntas. Selecionaremos a melhor foto que represente essa situação".
O executivo disse que "é lógico que a propaganda gera polêmica", mas que o importante é respeitar as opiniões que são diferentes.
"A minha marca tem personalidade. Não é uma Maria vai com as outras", disse ele, justificando o convite a Bolsonaro.
O deputado ainda quer saber com a empresa detalhes do comercial.
"Porque tem que ver que sou um cara casado", afirma, ressaltando que a esposa ainda não foi consultada sobre a forte possibilidade de ele aparecer ao lado de uma linda modelo.
O parlamentar, que diz ter dado uma risada ao saber do convite, afirma não ver conflito em ser garoto-propaganda de uma marca e seu trabalho de deputado.
"A partir do momento em que não tenho lucro, não vejo problema. Além disso, é uma proposta limpa", explicou Bolsonaro, que prometeu doar o cachê para uma instituição de caridade.
Da Agência O Globo

Jornal: autores escrevem fim trágico para casal gay de Insensato

De acordo com a coluna TV e Lazer, do jornal Extra, os autores de Insensato Coração enviaram à Globo os textos do capítulo em que Vinícius (Thiago Martins) assassinará cruelmente o casal gay Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo). O triste fim dos rapazes acontecerá no quiosque de Sueli (Louise Cardoso). O vilão fugirá da prisão e irá ao encontro de Cecília (Giovanna Lancelotti), que estará no local com Rafa (Jonatas Faro).

Eduardo alertará a chegada de Vinícius ao avistá-lo e Rafa mandará Cecília entrar no quiosque. Hugo questionará como o vilão conseguiu sair da cadeia sendo que seu habeas corpus foi negado. "Não te mete, boiola! Minha parada é com ele!", dirá o bandido, que levará um soco na cara, dado por Rafa. Irado, ele apontará a arma e vai atirar no rival, que se esquivará. No entanto, a bala acabará atingindo Hugo. Num ato de desespero, Eduardo correrá para perto do namorado e Vinícius se aproximará do casal. "Veado bom é veado morto", sentenciará o assassino ao atirar no rapaz, que cairá no chão sem vida. A polícia será acionada por Xicão (Wendell Bendelack), mas não chegará a tempo de prender o rapaz, que fugirá. A coluna diz que esta versão dos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares pode ser falsa, apenas para despistar a imprensa e evitar que a história real seja divulgada. 

Cerca de 4.000 israelenses fazem parada gay em Jerusalém


Cerca de 4.000 israelenses foram às ruas de Jerusalém nesta quinta-feira para a marcha anual da Parada do Orgulho Gay, um evento que já causou tensão e violência em outros anos.

Este ano, a marcha se uniu a outros protestos por causas sociais, no que ficou conhecido como o verão israelense.

Nos últimos anos, a marcha gay ocorreu sem incidentes. Mas, em 2005, o evento foi manchado por um ultraortodoxo que feriu um dos participantes com uma faca.

Neste ano, a polícia de Jerusalém destacou mil agentes, além de policiais de fronteira e voluntários para garantir que o evento ocorresse sem incidentes.

Segundo o "Jerusalem Post", a polícia deteve um homem suspeito de jogar uma bomba de gás nos participantes. Ninguém ficou ferido.

Mais cedo na quinta-feira, a polícia interrompeu uma procissão da extrema direita com quatro burros que queria interromper a marcha gay e demonstrar a "bestialidade" da homossexualidade.

"Parada é símbolo de luta por liberdade na capital. Nós não permitiremos que grupos extremistas transformem Jerusalém em Teerã", disse aos manifestantes Nitzan Horowitz, se referindo à capital iraniana.

"Esta é a capital de todos e é uma cidade livre", disse Horowitz, na décima parada realizada na cidade.

O líder dos manifestantes disse ainda que a comunidade gay sofre com a discriminação e pediu um esforço maior contra a prática.

Profissionais não assumem homossexualidade por preconceito Para gays, policiais gays e lésbicas não conseguem assumir a opção sexual por conta do preconceito na corporação

Foto: Léo RamosAmpliar
Professor Luiz Carlos da Silva diz que precisou de coragem para oficializar a união homoafetiva com o auxiliar de produção Anderson da Silva
Yone destaca que as mulheres que optam pela carreira na polícia ou qualquer área ligada à segurança pública já enfrenta preconceito por ser mulher. “Eles ouvem piadinhas e isso é assédio moral. Imagina se falarem que além de mulheres são gays?”, questiona. “No Fórum de Lésbicas temos pelo menos 15 mulheres policiais ou profissionais da área de segurança que são gays. Algumas têm até medo de admitir isso na corporação”, conta.
Por meio da assessoria de imprensa, a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos confirma a tese de que o preconceito inibe policiais gays a assumirem dentro da corporação sua opção sexual. “Realizamos o Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate a Homofobia e não encontramos um policial, homem ou mulher, que tenha se assumido gay”, informa a superintendência.
No dia 22 de junho, o professor Luiz Carlos da Silva, de 44 anos, oficializou sua união homoafetiva com o auxiliar de produção Anderson da Silva, de 24. Durante a cerimônia coletiva, com outros 42 casais gays, Luiz admitiu que precisou ser convencido pelo atual companheiro a casar. “A gente vive numa sociedade tão hipócrita, que eu não acreditava que fosse tomar essa decisão."
O professor, que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acredita que seus vizinhos saibam sobre sua opção sexual. “Nunca fomos vítimas de preconceito”, afirma. Porém, ele diz que na vida profissional trata com discrição sua opção sexual. “Seria bom se todos pudessem sair do armário, mas no dia a dia não é assim”, reconhece.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brasil reconhecerá direitos iguais em 10 anos, diz ativista gay

Apesar da resistência de 55% da população ao direito à união estável para pessoas do mesmo sexo, a resposta da sociedade às causas homossexuais avançou nos últimos anos e a tendência é a de que, dentro de 10 anos, a maior parte dos brasileiros reconheça a igualdade de direitos. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que considera positivo o resultado de levantamento do Ibope Inteligência divulgado nesta quinta-feira.
A pesquisa apontou que 55% da população brasileira é contra a união estável entre homossexuais e 45% é a favor. Em relação à adoção de crianças por casais gays, a proporção foi a mesma. "Em 1995, tínhamos 7% de apoio (à união estável). Em 15 anos, chegamos a 45%, estamos avançando", avaliou Reis.
A pesquisa mostrou que entre os mais jovens, as mulheres e os mais escolarizados, há menos resistência à igualdade de direitos entre heterossexuais e homossexuais, o que, segundo Reis, é ainda mais significativo para comprovar que houve avanços. Entre os católicos, os que são a favor agora já são 50%. Daqui a dez anos teremos o reconhecimento da igualdade de direitos", calcula.
A união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, por unanimidade. Segundo Reis, a decisão da Corte de alguma maneira adiantou as mudanças de percepção sobre os direitos dos homossexuais que devem acontecer na sociedade brasileira nos próximos anos. "Não é uma cultura que se muda de um dia para o outro, mas estamos nesse movimento. O STF esteve à frente.

Justiça decreta prisão de militar que baleou jovem gay no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do sargento do Exército Ivanildo Ulisses Gervásio, acusado de atirar na barriga de Douglas Igor Marques, 20 anos, quando o jovem saía da Parada Gay no Arpoador, em novembro do ano passado. O motivo da prisão é o fato de que o militar estaria constrangendo testemunhas do processo.
Ivanildo estava acompanhado de outros dois militares quando atirou contra Douglas, em novembro de 2010. Os militares foram presos administrativamente no Forte Copacabana e alegaram que teriam sido "desafiados" pelo estudante.
Na ocasião, o sargento foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, com dolo eventual. Segundo a polícia, o autor do disparo alegou que manuseava a arma apenas para intimidar o jovem. Além da polícia, o Exército fez uma investigação paralela do caso para analisar as armas e os vestígios de pólvora nas mãos dos militares. Mas como o episódio foi fora da área militar, o caso saiu da Justiça Militar.
Entenda o caso
No dia 15 de novembro de 2010, a mãe de Douglas Igor Marques, a estudante de direito Viviane, 37 anos, disse que o filho tinha saído da Parada Gay e seguido para as pedras do Arpoador com um grupo de amigos. O local é conhecido como ponto de encontro de homossexuais e estava lotado. Três militares fardados, do Forte de Copacabana, que fica ao lado, chegaram ao local pressionando os frequentadores a sair. Douglas acabou sendo abordado por eles.
Ainda segundo Viviane, o filho contou que os militares pediram a identidade dele e o telefone da família. Após cumprir as exigências, ele disse que os militares perguntaram se seus pais sabiam de sua presença no local e que seria homossexual. O estudante teria respondido que a mãe sabia de sua condição de gay, o que teria irritado os militares. Em seguida, o jovem teria sido agredido com um soco no rosto por um deles e depois atingido com um tiro de pistola na barriga.
"O meu sentimento é de indignação com esse preconceito idiota. Sou estudante de Direito e para mim esse tipo de coisa é difícil de aceitar", protestou Viviane. Douglas foi levado por policiais do 23º BPM (Leblon) para o Hospital Miguel Couto (HMC), na Gávea. O tiro perfurou lateralmente o abdômen do jovem

Presidente Dilma tem popularidade baixa entre comunidade gay

A presidenta Dilma Vana Rousseff, de 63 anos, está bem longe dos 83,4% de aprovação deixados por Lula quando passou seu governo no final de 2010. Em pesquisa realizada em junho pelo Instituto Datafolha, a aprovação de seu governo como ótimo ou bom está em 49%, ou seja, agrada a metade da população.

Em pesquisa realizada no mês de julho pela Lado A, 72% dos eleitores aprovaram uma vaia coletiva para a presidenta nas Paradas Gays “Para mostrar que os gays estão descontentes”, contra 28% eu acreditam que as vaias são desnecessárias pois Dilma “é uma aliada dos gays”. A pesquisa surgiu depois que o assunto tomou conta da militância. A favor das vaias e propositor delas está o militante fundador do Grupo Gay da Bahia, o antropólogo Luiz Mott. Contra as vaias, está o presidente da ABGLT Toni Reis, que defende a presidenta com unhas e dentes. O descontentamento veio claramente depois que a presidente mandou suspender o programa Escola sem Homofobia e disse que não cabe ao governo fazer propaganda de “opção sexual” (sic). As suspeitas de que a proibição do programa foi resultado de um acerto com a ala evangélica para não chamar o então ministro da Casa Civil Antônio Palocci para depor no Congresso irritou os militantes que apoiaram as vaias propostas por Mott.

Como agravante para a situação dos gays no país está a falta de leis contra a homofobia, que torna o país recordista em assassinatos de homossexuais no mundo. Em 2010, foram 260 casos e este ano caminha para mais um recorde. Sem reação do governo federal, a percepção é que o governo não faz o que está em seu alcance para melhorar a qualidade de vida dos gays no país, como a proposição de uma lei, por decreto, ou mesmo maior participação do tema, de forma visível, nos