terça-feira, 6 de setembro de 2011

Prefeito gay apóia protestos contra visita do Papa à Berlim

O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, que éhomossexual assumido, manifestou seu apoio às organizações que planejam protestar contra a presença do Papa Bento 16 na capital alemã.

A visita marcada para o dia 22 deste mês deve ser marcada por protestos contra a posição da igreja católica em relação ao aborto, o uso de métodos anticoncepcionais e LGBTs.
 
O prefeito, que está há dez anos à frente da prefeitura de Berlim, disse que vai falar pessoalmente para o Papa Bento 16 que é gay e que vive com um homem.

Justiça de Família em Bauru não vê legalidade em casamento gay

Tisa Moraes
Os parceiros homossexuais que desejam se casar “no papel” deverão encontrar certa resistência do Poder Judiciário de Bauru. Os dois juízes que respondem pelas duas únicas varas de família da cidade anteciparam, em entrevista ao JC, que não veem legalidade no casamento homoafetivo.

Para eles, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou equivalente a união estável homossexual à heterossexual, em maio, não contempla a figura do casamento. Portanto, sem amparo na lei, a tendência é de que as requisições locais continuem sendo indeferidas.

Nesta semana, a juíza da 1ª Vara da Família, Ana Carla Crescioni Almeida Salles, não acatou os dois primeiros pedidos protocolados em Bauru para conversão de união estável em casamento. O primeiro deles, feito por duas mulheres, foi negado na última segunda-feira. Anteontem, foi indeferida a solicitação do estudante de direito Charles Bulhões Trevisan da Silva, 23 anos, e do auxiliar administrativo Cauê de Oliveira Sena Ricarte, 19 anos.

Em Bauru, há ainda um terceiro pedido já registrado em cartório - da recepcionista Érica Oliveira dos Santos, 26 anos, e da dona de casa Crislaine Maurício Lindo, 22 anos - que ainda não chegou ao Judiciário. Elas ainda aguardam a homologação da união estável para que a ação possa ser encaminhada ao parecer do Ministério Público e, então, ser apreciada pelo juiz da 2ª Vara da Família Gilmar Ferraz Garmes.

A juíza Ana Carla revela que negou os dois únicos pedidos que chegaram à 1ª Vara por entender que, embora a união estável homossexual tenha sido reconhecida como entidade familiar pelo Supremo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo continua não sendo autorizado pelo Código Civil. Em seu artigo 1.514, a lei prevê que “o casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal”.

“No meu enfoque, a decisão do STF não autoriza uma interpretação ampla. Se quisesse ter estendido a equivalência da união estável também em relação ao casamento, o teria feito. Mas não o fez”, argumenta, destacando que a “pacificação” sobre o tema só será possível com a alteração do Código Civil pelo Congresso Nacional. Outra saída seria a criação de uma súmula vinculante por parte do próprio STF.

Juiz da 2ª Vara da Família, Gilmar Ferraz Garmes ainda não apreciou nenhum pedido de conversão de união estável em casamento. Por este motivo, ele destaca que não pode realizar nenhum julgamento prévio, mas adianta que, em princípio, a decisão do Supremo parece não ter a amplitude atualmente requerida pelos casais homossexuais.

“Fica difícil antecipar (qualquer futura decisão), mas a tendência é pelo indeferimento dos pedidos pela falta de previsão legal. A decisão do STF não tem esta extensão, reconhecendo apenas a união estável”, pontua.

Um trecho da decisão que poderia dar margem a interpretações refere-se às “conseqüências jurídicas” que beneficiariam os casais que vivem sob união estável. Mas Garmes esclarece que se tratam apenas de garantias decorrentes deste regime jurídico, como a partilha de bens, herança ou acesso a benefícios previdenciários em caso de morte do companheiro.

Os casais homoafetivos, entretanto, afirmam que o deferimento dos pedidos de casamento não atenderia a um mero “capricho”, mas reduziria a burocracia para acesso a estes direitos, como ocorre com os casais heterossexuais.



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Casal pretende recorrer da decisão


O estudante Charles Bulhões Trevisan da Silva, 23 anos, e o auxiliar administrativo Cauê de Oliveira Sena Ricarte, 19 anos, pretendem recorrer da decisão da Justiça que, anteontem, negou o pedido de conversão da união estável de ambos em casamento. No entanto, de acordo com Charles, a forma como o recurso será protocolado ainda está sendo avaliada pelo departamento jurídico da Associação Bauru pela Diversidade (ABD), que abraçou a causa dos rapazes.

“O caminho natural é recorrer, porque a gente entende que o direito ao casamento é algo líquido e certo. Mas ainda vamos discutir a melhor forma de continuar lutando judicialmente”, pontua. Em segunda instância, um eventual recurso terá de ser apreciado pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça, em São Paulo.

Conforme destaca Marcos Souza, o Markinhos, presidente da ABD, a entidade respeita a decisão da Justiça em Bauru, mas adianta que buscará embasamento legal nos casos julgados favoráveis em primeira instância em outras cidades do Estado e do Brasil. “É preciso ter calma neste momento. Antes de fazer este estudo, não é possível dizer nada sobre o assunto ou apontar qual o melhor caminho”, comenta ele.

Markinhos reconhece que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) dá margem às interpretações que resultaram nas duas negativas de pedido de conversão em Bauru, mas lembra que as requisições para o reconhecimento apenas da união estável entre casais homoafetivos continuam sendo acatadas.



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Direitos


Entre os direitos garantidos pela figura do casamento - e que não estão previstos legalmente pela união estável - estão a possibilidade de adotar o sobrenome do parceiro, assumir o novo estado civil nos documentos pessoais, além de se tornar herdeiro necessário do cônjuge em caso de morte. Se um dos parceiros falecer, o casamento formal também assegura a transferência automática do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com o advogado Olavo Pelegrina Júnior, especialista em direito de família, a união estável e o casamento se assemelham em termos de direitos dos companheiros, mas reconhece que a segunda condição facilita o usufruto destes benefícios. “A união estável garante, por exemplo, o direito de herança e transferência do INSS, mas há uma necessidade maior de comprovação de documentos”, pontua.



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Decisões favoráveis


Os dois únicos pedidos protocolados em Bauru por casais homoafetivos para conversão da união estável em casamento foram negados nesta semana. No Estado, entretanto, são diversas as decisões favoráveis em primeira instância. As mais recentes foram registradas em cidades como Franco da Rocha, Porto Feliz, Araçatuba, Votuporanga, Jundiaí, Hortolândia e Jardinópolis. Há ainda deferimentos quanto ao assunto no Rio de Janeiro (RJ), Araranguá (SC) e Brasília (DF).

De maneira geral, os juízes que acatam os pedidos baseiam-se no direito constitucional de que todos são iguais perante a lei e no artigo 226 da Constituição, cujo parágrafo terceiro reconhece a união estável como entidade familiar, “devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

Mas, conforme avaliação da juíza da 1ª Vara da Família, Ana Carla Crescioni Almeida Salles, somente esta regulamentação não garante o benefício do casamento aos parceiros homoafetivos. “A Constituição apenas fixa diretrizes que devem ser observadas em legislação específica, como o Código Civil. Ela diz apenas que a lei deve facilitar a conversão em casamento. Mas, no caso das relações homoafetivas, não há lei que regulamente o assunto”, pontua.

De acordo com o artigo 1.514 do Código Civil, “o casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal”. Não há menção sobre a possibilidade de casamento entre dois homens ou duas mulheres.

Paraguai anuncia 8ª Parada Gay na capital Assunção

Diversas entidades arco-íris paraguaias anunciaram para sexta-feira 30 de setembro a 8ª Marcha LGBT na capital Assunção. O tema deste ano será: “Para construir igualdade, festejemos a diversidade”.
A homofobia estará no foco desta edição. Segundo o ativista LGBT Simon Cazal, de acordo com dados preliminares de uma pesquisa ainda não divulgada, 9 em cada 10 homossexuais no país já sofreram algum tipo de violência homofóbica, 7 deles, por alguém da própria família.

Parada Gay de Cabo Frio (RJ) reuniu 60 mil pessoas

 de 60 mil pessoas participaram neste domingo (04/09), da VII Parada do Orgulho LGBT, evento que faz parte do VIII Cabo Free - Encontro de Cultura LGBT, idealizado pelo grupo Cabo Free. 

"A festa foi linda, e como nos anos anteriores, atraiu não apenas o público LGBT, mas também muitos simpatizantes. Famílias inteiras participaram do evento, numa demonstração de que estamos conseguindo combater o preconceito – comentou Claudio Lemos, presidente do Cabo Free e da Rede LGBT do Interior Fluminense, lembrando que durante a Parada, os voluntários do Grupo Cabo Free recolheram mais de quatro mil assinaturas em apoio ao projeto de criação do Centro de Cidadania e Cultura LGBT. 

“Através desta iniciativa pretendemos fortalecer, ainda mais, a cultura gay na cidade”, comentou Claudio, lembrando que no projeto estão previstos cursos de formação profissional de DJ, Drag, teatro, música e dança.

domingo, 28 de agosto de 2011

Rapaz mata gay e come fígado da vítima em cidade mineira




SANDUICHEIRA USADA PARA ESQUENTAR O FÍGADO




Na cidade mineira de Alfenas, a polícia prendeu na última quinta-feira, 25, Fernando Alves, 20 anos, acusado de matar a facadas o cabeleireiro Gilvan Firmino Pereira, mais conhecido como Willians, dentro da própria casa dele, na Rua Américo Totti. Depois de tirar a vida do homossexual, o rapaz ainda retirou o fígado dele e tentou comer depois de esquentar em uma sanduicheira.O corpo de Gilvan foi encontrado mutilado na manhã de quinta-feira por policiais que arrombaram a porta da casa dele depois de terem recebido denúncia dando conta de que havia sangue escorrendo para o lado de fora da residência da vítima, que morreu por volta das 3h da madrugada, segundo relatos dos vizinhos, que ouviram os gritos do cabeleireiro. A polícia listou as características de Fernando e ele foi preso ainda na manhã de quinta-feira, confessando o crime logo de cara. Em entrevista coletiva no mesmo dia na delegacia, ele confessou também que retaliou o corpo de Gilvan, retirou o fígado dele e assou em uma sanduicheira elétrica para comer. "Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro", revelou friamente à imprensa. Responsável pelo caso, o delegado Leonardo Bueno Procópio esclareceu que Gilvan tinha o hábito de acolher Fernando em sua casa para que ele usasse drogas. Gilvan teria tentado manter relações sexuais com o jovem, mas ele resistiu. Na segunda tentativa de Gilvan ele teria perdido a cabeça e matado o cabeleireiro. Ele foi esfaqueado no peito, nas costas, teve a ponta de seu nariz cortada, boca desfigurada, fígado arrancado e muitos cortes pelo braço. Além disso, Fernando cortou os testículos da vítima e os colocou na boca de Gilvan porque "ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo".Natural de Alfenas, Fernando era garçom, mas depois de seu envolvimento com o crack sua vida teria ficado desequilibrada. Ele vai aguardar o julgamento em regime fechado e responderá por homicídio triplamente qualificado.


CENTRAL

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Primeiro casamento civil gay autorizado no Rio será realizado amanhã


O casal Cláudio Nascimento Silva e João Batista Pereira da Silva vai se casar na tarde desta quarta-feira (24) no Rio de Janeiro no primeiro caso de união estável entre homossexuais que foi convertida em casamento civil pela Justiça no Estado.
A cerimônia vai ocorrer às 16h30 no cartório da 7ª circunscrição de Registro Civil de Pessoas Naturais, no bairro do Estácio, na região central da capital. Entre os 18 padrinhos estará o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc.
Cláudio é superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. João Batista é militar da Marinha e assistente social.
O pedido de conversão de união estável de João e Cláudio em casamento civil foi feito no dia 1º de julho no cartório da 7ª circunscrição de Registro Civil de Pessoas Naturais e foi decidido em sentença proferida pelo juiz da vara de registros públicos, Fernando Cesar Ferreira Viana, em 15 de agosto, porém a notícia só foi recebida na última sexta-feira (19).
O juiz utilizou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 5 de maio, que julgou procedente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) número 132 do governador do Rio, Sérgio Cabral, como base para sustentar a sua decisão.
Como testemunhas, o casal convidou os coordenadores dos Centros de Referência da Cidadania LGBT da Baixada Fluminense, Ernane Alexandre, e da capital, Almir França, que prestaram assistência jurídico-social ao casal.
O casamento oficial terá validade retroativa a data de 11 de setembro de 2010, quando o casal firmou, no Parque Lage, na zona sul, a sua união estável através de declaração registrada.
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Retirada de outdoor com texto bíblico causa polêmica em SP

http://i2.r7.com/outdoor-ribeirao-preto-g-20110823.jpgUm outdoor com três citações bíblicas, entre elas uma que dá destaque à passagem do livro de Levítico, do Velho Testamento, tem provocado uma grande polêmica na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

A passagem exibida no outdoor faz uma alusão a uma interpretação bíblica que trata de práticas homossexuais: “... se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...”, diz o texto.

A Justiça de Ribeirão Preto determinou na sexta-feira (19) a retirada do outdoor alegando conteúdo homofóbico do texto. A decisão foi da 6ª Vara Cível da cidade, após uma ação civil pública da Defensoria Pública de São Paulo contra a Casa de Oração de Ribeirão Preto e empresa Nóbile Painéis.

A retirada ocorreu um dia antes da realização da Parada Gay da cidade e suscitou uma discussão sobre a liberdade de expressão, religiosa e até sexual dos responsáveis pela mensagem, afinal se trata da exposição de um trecho da Bíblia amplamente disseminado entre religiosos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça de Ribeirão Preto teria considerado a proximidade da Parada Gay para ordenar a retirada.

Segundo Ives Gandra Martins, advogado, tributarista, professor universitário e um dos mais renomados juristas brasileiros, a ordem da Justiça fere o direito à liberdade de expressão. Ele fala até em “discriminação às avessas”.

- Eu tenho a sensação que hoje qualquer crítica que se possa fazer à conduta a qualquer das pessoas pode representar cerceamento, e isso faz com que, na verdade, nós passemos a viver em uma discriminação às avessas. Se nós analisarmos a Constituição no artigo 3º, ela é muito clara ao dizer que não pode haver discriminação de qualquer espécie. Por outro lado, no artigo 220, diz que a liberdade de expressão é absoluta. Na medida em que cada juiz vai analisar o conteúdo da expressão de cada cidadão, faz com que na prática, nós não tenhamos mais liberdade de expressão, mas a liberdade de expressão fica condicionada ao que a autoridade disser que pode se dizer.

Adriana Galvão Moura, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB de São Paulo tem outra posição.

Embora reconheça que a liberdade de expressão é um direito constitucional, ela adverte que essa liberdade “não pode ferir a dignidade das pessoas".

- Eu tive acesso ao conteúdo do outdoor e entendo que a interpretação do juiz foi correta.