domingo, 9 de outubro de 2011

Com velas, grupo protesta contra agressão a casal gay em SP Manifestação ocorreu em esquina onde homens foram espancados. Organizadores dizem que sensação é de impunidade e vulnerabilidade

Grupo se reuniu na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra (Foto: Juliana Cardilli/G1)Grupo se reuniu na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra (Foto: Raul Zito/G1)
Um grupo de manifestantes organizado por meio do Facebook realizou entre o fim da noite deste sábado (8) e a madrugada deste domingo (9) uma manifestação contra a agressão sofrida por um casal gay na região da Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 1º. Com velas nas mãos, eles se reuniram na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, onde o analista fiscal Marcos Paulo Villa, de 32 anos, e o namorado dele, um coordenador financeiro de 30 anos que preferiu não se identificar, foram espancados.
O coordenador financeiro teve a perna quebrada e está internado com traumatismo craniano. Segundo a designer Cristina Naumovs, uma das organizadoras do ato, a manifestação ocorreu pela sensação de impunidade e vulnerabilidade a que não só os gays estão expostos na região da Avenida Paulista. “Você pode ser agredido, ter um traumatismo craniano e ninguém faz nada. Essa é a sensação. Você pode levar uma surra no meio da rua e ninguém faz nada, ninguém vai chamar a polícia”, afirma.
Velas foram usadas para lembrar casal gay agredido (Foto: Raul Zito/G1)Velas foram usadas para lembrar casal gay agredido (Foto: Raul Zito/G1)
Nesta sexta (7), a Polícia Civil identificou os dois homens suspeitos de agredir o casal gay na Rua Fernando de Albuquerque. Eles foram localizados a partir dos nomes da lista de clientes que estavam no Sonique Bar. Em sua defesa, um dos suspeitos confirmou ter brigado com os homossexuais, mas negou que o confronto tenha sido motivado por homofobia.
O jovem, que não teve seu nome divulgado e aparenta ter mais de 20 anos de idade, não quis falar com a reportagem do G1 ao deixar a delegacia. Ele estava acompanhado de seu pai e de um advogado e agora irá responder ao crime em liberdade. A polícia também não deverá pedir a prisão do outro suspeito, que poderá se apresentar na próxima semana para dar sua versão do que teria ocorrido.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estou cansado de ver ataques a gays', diz dono de bar em SP


Moradores, comerciantes e frequentadores da região da avenida Paulista demonstram apreensão com os episódios de violência e denunciam o clima de insegurança após ataques homofóbicos em São Paulo. Um dono de bar na rua Peixoto Gomide, que cruza a rua Frei Caneca, um dos pontos de referência do público gay, relata que há cerca de um mês levou um soco ao tentar defender um homossexual que era espancado na rua. "Estou cansado de presenciar (ataques homofóbicos)", desabafa. Uma das críticas é a carência de policiamento, e a opção é contratar vigilantes ou criar "estratégias" próprias de segurança.
É o caso do técnico comercial Marcelo Albarossi, 34 anos, morador da Bela Vista, que diz não andar mais a pé pelas ruas. Em passeio com amigos no shopping Frei Caneca, ele nota um comportamento conformista diante dos episódios homofóbicos. "Tenho meu namorado, não ando de mãos dadas, não tenho atitudes de carinho em público. Na rua, não apenas pela homofobia, mas, às vezes, temos senhoras de idade que moram na região, que não estão acostumadas a ver essa situação e também não são obrigadas. Se você quer o respeito, dê o respeito também. Você acaba se coagindo por causa da falta de aceitação. Seria ótimo se pudesse (demonstrar carinho em público), mas, infelizmente, a sociedade não está preparada. Acho que você 'dar na cara' para conseguir isso de volta não é a solução. Temos outras maneiras de conseguir esse respeito", afirmou.
Ele confessa ter medo de ser vítima de um ataque violento. "Tenho medo, procuro não vacilar. Se eu saio, saio de carro, não ando a pé. Não apenas por agressão, mas também por assaltos, segurança pessoal. Sabemos que tem áreas em que você é bem-vindo, tem áreas em que não. Nas áreas em que você não é bem-vindo, não force uma aceitação, que é pior. Tudo o que choca, o que agride a outra pessoa, pode levar essa pessoa a te agredir da mesma forma."
O rapaz nunca foi ferido, mas diz serem frequentes os insultos verbais. "Eles xingam, principalmente. São homens em grupo, nunca sozinhos. Jovens de classe média a média alta, às vezes drogados ou embriagados. Eles têm também a consciência de que gays são gays, mas são homens e têm a mesma força e, muitas vezes, na hora de encarar, não encaram", afirma.
O comerciante da rua Peixoto Gomide relata a atuação de grupos de punks e skinheads que, segundo ele, atacam gays geralmente durante a madrugada. "Eles vêm e espancam as pessoas. Fiz uma denúncia nesta semana, chamei a viatura. A viatura veio, pegou jovens com faca, mas não fez nada, dispensou eles", disse.
"Eles aparecem em grupo, passam aqui e chegam 'apavorando'. Os gays são indefesos, não são de briga. Eles (skinheads) chegam de coturno, calça do Exército e jaqueta preta, carecas ou com boné. Chegam, olham na sua cara e batem. Eles batem do nada." Após ser agredido por ter defendido um homossexual, o comerciante disse que "a polícia veio, (mas) eles (os suspeitos) não tinham armas. A polícia checou documentos e dispensou."
Para o comerciante, que abriu o bar há sete meses, falta segurança e uma atenção maior da polícia para os ataques que não chegam ao conhecimento da imprensa. "Não está tendo policiamento correto. Eles (policiais) estão sabendo, a mídia está caindo em cima, mas os 'grandões' lá em cima não estão vendo isso. Se está ocorrendo esse tipo de coisa, por que não mandam mais policiais, aumentam a frequência da ronda, monitoram mais? Aí, quando mídia cai em cima, eles vêm com aquela desculpinha que não tem ocorrência. Como não tem ocorrência? A gente chama os policiais e eles nem dão atenção. Precisa de mais polícia e mais postos policias nessa região. A avenida Paulista, a rua Frei Caneca são conhecidas pelo público. Se o Rio é conhecido pelas praias, São Paulo é conhecida pela noite. Está acabando a noite de São Paulo por causa do medo."
Apesar disso, o dono do bar ainda não percebeu queda no movimento. Ele teve, porém, de contratar mais dois seguranças, além dos quatro que trabalham dentro do bar. "Por medo, a gente tem que pagar seguranças. O problema maior aqui não é assalto, é espancamento mesmo, que as polícias não estão tomando providências", desabafa.
Funcionário da loja de conveniência instalada no posto de combustíveis da rua Fernando de Albuquerque, próxima à avenida Paulista, Jefferson Macario, 27 anos, conta que é comum gays frequentarem o local. Foi na loja que o casal agredido no último sábado comprou cigarros após deixar uma casa noturna. Macario diz que nunca presenciou casos de violência, mas afirma que são comuns as agressões verbais, principalmente por parte de jovens.
"Durante o dia, a gente não escuta. É na madrugada que a gente ouve mais os comentários, os xingamentos, principalmente de jovens. Eles bebem e aí falam bobagem, fazem chacota." Foi pelo relato dos colegas do turno da madrugada que ele teve conhecimento da agressão. "Foi a primeira vez que aconteceu", garante.
Jefferson disse, ainda, que os funcionários do estabelecimento estão orientados a não se envolver em discussões ou brigas que eventualmente ocorram no ambiente. "Não podemos nos envolver porque somos alvos fixos. Procuramos evitar que aconteça aqui dentro", diz.
Em nota, o 7º Batalhão da Polícia Militar de informou que realiza a Operação Centro Seguro nas principais vias da região, entre elas a avenida Paulista, rua Frei Caneca e rua Augusta. De acordo com a PM, quatro viaturas atendem a área da 0h às 6h e, diariamente, PMs e policiais da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) "trocam informações sobre os últimos acontecimentos e definem a estratégia de atuação".

Papa diz que católicos não podem aceitar casamento gay

FREIBURG, Alemanha (Reuters) - O papa Bento 16 disse neste sábado na Alemanha que a Igreja Católica não pode aceitar o casamento gay e também fez um chamado aos jovens para que erradiquem o mal da sociedade e se afastem de uma fé indiferente que prejudica a Igreja.
O papa, de 84 anos, encerrou o terceiro dia de visitas à sua terra natal com uma concentração de mais de 30 mil jovens em uma área aberta ao sul da cidade de Freiburg, uma região católica onde teve a recepção mais calorosa até agora na viagem ao país.
"O mundo em que vivemos, apesar de seu progresso tecnológico, não parece estar ficando melhor", disse ele aos jovens. "Há ainda guerra e terror, fome e doença, amarga pobreza e opressão sem misericórdia."
O papa fez um apelo para que eles erradiquem todas as formas do mal na sociedade e não sejam "cristãos indiferentes", ao dizer que a falta de comprometimento com a fé fez mais estragos à Igreja do que seus inimigos jurados.
Os jovens na multidão demonstravam entusiasmo enquanto ele falava. "Nestes dias, a Igreja é apresentada pela mídia de modo muito negativo, por isso é importante que nós, jovens, vejamos que também podemos estar orgulhosos da Igreja, e que a própria Igreja não é ruim, mesmo que algumas pessoas tenham causado decepções", Kathrin Doerr, de 26 anos, que participou da concentração de fiéis.
Antes, em uma reunião com líderes cristãos ortodoxos, Bento 16 falou contra o aborto, eutanásia e casamento gay.
"Nós, como cristãos, atribuímos grande importância à defesa da integridade e singularidade do casamento entre um homem e uma mulher de qualquer tipo de interpretação errônea."
COMUNISMO e FÉ
No penúltimo dia de sua viagem à Alemanha, o papa transpôs as divisões geográficas e religiosas do país, enaltecendo os fiéis por resistirem ao efeito da "chuva ácida" do comunismo na antiga Alemanha Oriental e se dirigindo a entusiasmadas multidões de católicos no oeste alemão.
Numa missa na praça medieval na cidade de Erfurt, onde apenas cerca de 7 por cento da população é católica, ele elogiou os alemães do leste que permaneceram leais à Igreja durante os opressivos anos do nazismo e, depois, do comunismo.
Cerca de duas horas antes da missa matinal em Erfurt, um homem disparou para o ar em um posto de triagem que fazia parte do esquema de segurança na cidade, em um aparente protesto contra as medidas rígidas de controle dos participantes, disse a polícia. O Vaticano informou que o papa não esteve em nenhum momento em perigo.
Na sexta-feira, Bento 16 manteve um encontro-surpresa com vítimas de abusos sexuais por parte de padres, em Erfurt. Autoridades eclesiásticas disseram neste sábado que estiveram presentes três homens e duas mulheres, escolhidos entre muitas vítimas da Alemanha que haviam pedido para se encontrar com o papa.
Cerca de 700 alemães entraram com ações na Justiça pedindo indenização por abusos de padres e outros integrantes dos quadros da Igreja. Um número recorde de 181 mil alemães deixou a Igreja Católica em 2010, muitos em protesto pelo escândalo dos abusos sexuais. (Por Philip Pullella e Sarah Marsh)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cristãos fazem o contrário do que Jesus faria ao condenarem o homossexualismo, afirma blogueiro pró-gay

Artigo publicado em blog pró-gay – Amálgama – afirma que o conceito “anti-homossexualismo” está totalmente fora do real cristianismo bíblico.
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é (Levitícos 18:22)”, este é um dos versículos em que os cristãos baseiam-se biblicamente quando o assunto em questão é a homossexualidade e sua conduta “pecaminosa”, no entanto André Egg, publicou no ‘Blog Amálga’ um artigo no qual ele disserta seu ponto de vista a respeito da oposição evangélica contra os gays, alegando que o cristianismo apregoado hoje é totalmente humano e vai contra aquilo que Cristo ensinou durante sua passagem na terra.
Egg diz que a essa tradição que o cristianismo traz de negar a sexualidade não é de maneira alguma correta, vindo de religiões muito mais antigas do que o cristianismo e que ela foi creditada em parte por ‘Agostinho de Hipona (santo Agostinho)’ – que segundo o blogueiro, começou a pregar que o “pecado original” tinha conotação sexual.
“A ideia de controlar as pessoas não tem a sexualidade das pessoas não tem nada de ‘bíblica’ ou ‘cristã’ (…) Os limites da sexualidade moralmente aceitável devem ficar claramente dentro daquilo que podemos definir como ética cristã: a inexistência de violência, o respeito ao próximo, a compreensão, o amor, o carinho. Fatores que certamente não excluem as relações homoafetivas.” diz o autor do artigo.
Segundo o colunista do Blog, os cristãos da atualidade fazem totalmente o contrário do que Jesus faria, pois nos capítulos 4 e 8 do evangelho de João e no final do 7 de Lucas o mestre exorta aos homens religiosos de seu tempo a respeito da forma como eles estabeleciam a hierarquia de pecado na época segundo seus interesses e faz o paralelo concluindo: “ninguém é capaz de dar razão plausível, mas a condenação de certas condutas sexuais é hábito arraigado (…) O mesmo tipo de reação condicionada, irrefletida e brutal, leva ao clamor que faz com que líderes religiosos mais interessados em serem bem vistos por seu público alvo do que em manterem-se fiéis à Verdade são capazes de bradar de seus púlpitos contra as condutas sexuais que são julgadas intoleráveis.”
Fonte: Gospel+

Evangélicos conservadores frequentam bar gay para melhorar diálogo com homossexuais

Construir pontes entre os cristãos evangélicos e a comunidade gay é o desejo do pastor Andrew Marin. Com esse objetivo, ele passou os últimos 10 anos em Boystown, bairro de Chicago conhecido como reduto de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT). Andew trabalha para tentar fazer com que cristãos e gays se reúnam para ter uma conversa franca sobre sexualidade e espiritualidade.
Isso inclui uma grande reunião quatro vezes por ano em Roscoe, um dos bares gays mais famosos dos EUA. Essa não é uma conquista pequena em uma cultura na qual durante muito tempo gays e cristãos evangélicos têm visto uns aos outros com desconfiança. No entanto, a determinação de Andrew Marin em trazer para mais perto lados tão opostos e propor diálogo tem crescido de uma maneira que ele jamais imaginou. De um começo pequeno, hoje ele leva sua mensagem por todo o mundo e tem trabalhado com diferentes governos e também com igrejas. Ele está se tornando uma figura bem conhecida e tem colaborado com uma das maiores editoras cristãs do mundo na produção de um curso voltado para igrejas que desejam abordar questões de sexualidade.
Ele acredita que muitos cristãos não entendem a complexidade dos versículos da Bíblia que mencionam a homossexualidade, mas reconhece que os gays muitas vezes são rápidos ao tentar desvalorizar o cristianismo.
Andrew sentiu a necessidade de responder a essas questões depois de uma série de conversas que teve com três amigos muito próximos. Ao longo de de três meses, esses amigos lhe disseram que eram gays, uma surpresa completa. O pastor cresceu em um lar cristão conservador, e diz que ele era “o maior homofóbico que já conheceu”. Para ele, estava muito claro que cristianismo e homossexualidade eram incompatíveis. ”Não sabia o que fazer. Pensava que não havia maneira alguma do meu sistema de crenças teológicas aceitar o estilo de vida dos meus amigos, por isso acabei cortando os laços com eles.” Algum tempo depois, Andrew sentiu que Deus estava pedindo para voltar a ter contato com seus amigos e pedir perdão a eles. Em seguida, ele se mudou para Boystown junto com dois desses amigos. Os primeiros anos foram extremamente difíceis, enquanto lutava para descobrir se poderia conciliar a sexualidade de seus amigos com suas convicções cristãs.
“Quando ia a bares ou eventos gays junto com os meus amigos, me sentia mal, porque achava que devia dizer às pessoas ali: ‘Você está errado e precisa mudar’”. Contudo, em vez de condenar, decidiu que deveria mostrar o espírito cristão. Essa decisão trouxe alguns resultados inesperados. “Nos três primeiros anos, eu era literalmente o único homem hétero da redondeza. As pessoas começaram a falar comigo sobre Deus, a igreja e a Bíblia. As pessoas faziam muitas perguntas sobre isso para mim.”
Essas conversas deram origem ao que hoje é uma organização que trabalha em todos os Estados Unidos. Um dos aspectos mais incomuns do trabalho da Fundação Marin são os encontros onde pessoas de diferentes ponto de vista se reúnem para debater questões referentes a fé cristã e sexualidade. Alguns participantes são pessoas que abandonaram a igreja por causa de sua atitude em relação à homossexualidade. Há casos interessantes, como o de dois cristãos gays que chegaram a conclusões muito diferentes sobre a fé e sexualidade.
Will é abertamente gay e serve como pastor da Igreja Metodista Unida. Ele disse ter resolvido uma “tensão criativa” que sentiu inicialmente entre sua vocação para o ministério e sua sexualidade. Enquanto isso, Brian mesmo sabendo que é gay, deixou que sua teologia tradicional o fizesse escolher uma mulher para casar. A Fundação Marin acredita que a conversa educada e franca entre pessoas de todas as perspectivas é essencial para que os cristãos tratem essas e outras questões sobre a sexualidade de uma forma mais eficaz.
Nem todo mundo está convencido de que os evangélicos estão prontos (nem preparados) para ter essas discussões. O professor Mark Jordan, teólogo da Universidade de Harvard especialista no entendimento cristão da sexualidade, convocou um grupo internacional de estudiosos para tentar resolver o que ele chama de “impasse” nos debates atuais sobre religião e sexualidade. Ele sugere que pode ser hora de “uma espécie de cessar-fogo, em que podemos parar de gastar todas as nossas energias criticando uns aos outros o tempo todo”.
Andrew Marin admite que algumas igrejas continuarão a se concentrar apenas na “cura” dos gays, enquanto outras simplesmente darão boas-vindas aos homossexuais. Embora seja essa a crítica que ele mais ouve, o pastor Andrew insiste que seu foco está em permitir que os gays que desejam conhecer o cristianismo tenham essa oportunidade.
Fonte: Pavablog

Parada Gay tem prévia hoje com Feira Arco-Íris


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om o tema “Amor sem preconceito”, a Parada Gay chega à sua 6ª edição com expectativa de reunir cerca de 40 mil pessoas no último dia de mobilizações da Semana do Orgulho LGBT de Uberaba, que acontece neste domingo, dia 2. Estão confirmadas as presenças de Dimmy Kieer, o ex-BBB Dicesar e Kayron Leew. Hoje, na Feira Arco-Íris da praça Dom Eduardo, às 20h, DJ Lucas Ribas (Pim Pim), cantora Naty e show de drags adiantam um pouco da comemoração do fim de semana.
A concentração está marcada para as 14h na avenida da Saudade, na praça do cemitério, mas, de acordo com a coordenadora Sueli Arantes, a marcha está prevista para começar às 16h, em novo percurso. Devido às obras do projeto Água Viva, a caminhada com os dois trios elétricos, com DJs Marco Túlio e Sandro Lúcio, seguirá por trecho da avenida Nenê Sabino e a manifestação com o show de encerramento da semana será na praça Pôr-do-Sol, em frente da Universidade de Uberaba (Uniube), com DJ Pim Pim.
De acordo com Sueli, a troca de camisetas está acontecendo na rua Cavaliere Salvador Bruno, 114, no bairro Mercês, por cinco quilos de alimentos não-perecíveis. A arrecadação será distribuída a instituições sociais. Durante o Concurso Miss Gay, Mister Gay, Miss Trans e Glamour Gay, no Clube Sírio Libanês, no último dia 24, já foram arrecadados 500kg de produtos alimentícios.
O evento conta ainda com o apoio do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e das secretarias de Saúde, Trânsito, Meio Ambiente e Turismo e Fundação Cultural de Uberaba.

Polémica aplicação para descobrir se o filho é gay

Uma polémica aplicação para aparelhos com Android promete ajudar pais a descobrirem se os seus filhos são homossexuais. Desenvolvido pela Emmene-moi, o programa Mon Fils Est-Il Gay? (meu filho é gay?) é vendido por € 1,99 no Android Market, loja oficial de aplicações para a plataforma do Google.
"Tem dúvidas?", diz a descrição do app, que apresenta 20 questões para saber se está «tudo em ordem com o seu filho».
Algumas das perguntas que a aplicação faz, diz o Huffington Post, são: "Ele gosta de se vestir bem?", "Ele gosta de futebol?", "Ele gosta de cantoras divas?", "Ele passa tempo a preparar-se antes de ser visto em público?" e "Ele já o apresentou a alguma namorada?".
Segundo o Huffington Post, a pessoa que solicitou a criação da aplicação à Emmene-moi disse que o programa foi concebido como uma proposta brincalhona, divertida, com o objectivo de «ajudar mães a aceitar a homossexualidade dos seus filhos» através do humor.